6 de set de 2007

O problema do tempo

Quando nos propomos a falar sobre o “tempo” enquanto um “problema” ou ainda sobre “o problema do tempo”, o senso comum quase que de imediato se mostra perplexo, num misto de estranheza e sarcasmo. Desde quando o tempo é um problema?Que assunto mais familiar e mais batido nas nossas conversas do que o tempo? Quando dele falamos compreendemos o que dizemos. Compreendemos também o que nos dizem quando dele nos falam (Agostinho de Hipona).

Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derribar e tempo de edificar, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de saltar de alegria, tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras, tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, tempo de buscar e tempo de perder, tempo de guardar e tempo de deitar fora, tempo de rasgar e tempo de coser, tempo de estar calado e tempo de falar, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de guerra e tempo de paz (Eclesiastes).


O que há de intrigante e difícil nessas palavras transcritas do sábio? Absolutamente nada. Tudo está perfeitamente claro e respondido, até que se pergunte: O que é o Tempo?

Existiram em varias épocas pensadores que desafiaram o tempo e esturam o "problema do tempo",dos quais podemos citar rapidamente: Parmênedes, Heráclito, Demócrito, Platão, Aristóteles, Isaac Newton, Leibniz, Kant, Hegel, Albert Einstein,Henri Bérgson, Martin Haidegeer e tantos outros.

Somos seres temporais, isto é, vivemos “dentro do tempo”, e já assim fomos criados.E no nosso tempo buscamos matar a fome das nossas nescessidades através de um Deus atemporal.

No constante de sermos tão pedintes de bençãos temporais e a vontade de querermos o tempo das coisas boas para "já" fazemos de Deus algo temporal e alicerssamos a nossa fé no imediatismo que temos ao não enchergar o tempo além de nós.

Esta dificuldade de compreensão logo desapareceria, se pudéssemos, transcender desta realidade, nos tornando, de alguma forma, um observador externo, alheio ao tempo.

Devemos notar que esta é também a visão moderna de tempo, algo que é exterior ao homem, isto é, uma visão objetiva de um tempo que existe, independentemente da existência do homem.

E se a “realidade” for inversa? Ou seja, se ao invés de vivermos dentro do tempo for ele nosso hóspede? Hóspede de nossas consciências? Mais ainda, produto de nossas consciências? Criação de nossas mentes? E, finalmente, o tempo existe objetivamente?


Deveriamos nos preocupar então com, Aquilo que É por que o que Já foi feito logo já não É. Quanto ao futuro, este ainda não veio, logo Ainda também não É. Não enxergamos o que Logo já não É (o que Deus nos fez no passado), não nos saciamos com Aquilo que É (o que Deus nos faz hoje) e não esperamos naquilo que Ainda não É (o que Deus tem p/ amanhã). Otem, hoje e eternamente Ele É fora do nosso tempo, sempre sendo imutável.


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