25 de set de 2009

Fé, Deus e Salvação

Fé é a busca da racionalidade entre coisas que não se vê, mas são conscientes e ponderáveis bem diferentes da loucura, emotivação e comoção. Uso a dúvida (questionamento como itinerário de fé), seria também um principio ativo para uma certeza concreta.

Duvidarei de toda fé existente em qualquer um que me proclame o Absoluto da Verdade.

Duvidando de TODOS os que dizem saber o Absoluto da Verdade e de como É a Verdade estarei em um nível, entretanto, nesse momento de meu itinerário espiritual, sendo solipsista.

Só terei certeza de meu SER, isto é, de meu ser pensante (pois, sempre duvido desse objeto que é meu corpo; a alma, diz Descartes nesse sentido, "é mais fácil de ser conhecida que o corpo").

E pelo aprofundamento da minha solidão que escaparei dessa devassidão de verdades alimentadas pelo COLETIVO, de fé imposta e ensinada sem revelação pessoal. Eis o fantasma do gênio maligno exorcizado.

Essa fé é debruçada no Deus que é minha necessidade inata do infinitamente bom. Por ser finito tenho sede de coisas infinitas.

Tal sede inata só se explica razoavelmente se de fato existe o Objeto infinitamente bom a ela correspondente; a natureza se manifesta em tudo harmoniosa, coerente consigo mesma.

É o Bem Infinito que fala pela consciência de todo indivíduo, chamando-o a si mediante a norma gravada no íntimo de cada um: "Faze o bem, evita o mal".

É esse mesmo Ser que se faz ouvir pelo remorso conseqüente a uma vio¬lação da consciência.

Mas a salvação acontece quando?!? Quando levantamos a mão em uma igreja evangélica ou nos batizamos no que é prescrito dentro dos dogmas e suas particularidades de religião para religião?!?

Não...

Creio que é fundamental e máxima a idéia de crer e estar salvo. E a manutenção da fé creio que deve ser feita por obras boas. E essas obras devem ser expostas em favor ao próximo não em uma justificação pessoal, mas fazendo o bem por que se é bom, por que a graça o conduz a ser bom.

Mas creio que se possa negar a pratica da bondade-amor-caridade assim negando o próprio Cristo e assim negar a salvação.


Blaise Pascal exprime uma só certeza: "a de que a única verdadeira grandeza do homem reside na consciência de seus limites e de suas fraquezas".

Creio também que a consciência pessoal de fazer o que é certo pelo que se sabe o que é certo, é mais sincera e aprovada por Deus do que fazer o "bem religioso".

Esse bem religioso não mantém a salvação por que só se age pelo bem na maneira que te ensinam ou mesmo "treinam" à fazer. Disso parte a alegoria de Cristo sobre aqueles que expulsavam demônios, pregam em seu nome e fazem "n" coisas por que se propuseram a fazer de modo equivocado, talvez por obrigação de ser cristão não por simplesmente viver uma vida virtuosa na intenção de agir no amor.

A salvação é conduzida pela graça que é liberdade extrema. Dentro dessa liberdade eu creio que toda ação deve ser feita individualmente pelo amadurecimento do amor à Deus e o amor que interage com toda Sua criação.

2 comentários:

Por Ele. disse...

"E pelo aprofundamento da minha solidão que escaparei dessa devassidão de verdades alimentadas pelo COLETIVO, de fé imposta e ensinada sem revelação pessoal."

A verdade é absoluta, e ele é também o caminho e a vida, e isso se dá na entrega, na doação completa, no amor. Primeiro e antes na solidão, e depois, bem depois reconhecido a miséria do coração, há VERDADEIRA junção!

Por Ele. disse...

"E pelo aprofundamento da minha solidão que escaparei dessa devassidão de verdades alimentadas pelo COLETIVO, de fé imposta e ensinada sem revelação pessoal."

A verdade é absoluta, e ele é também o caminho e a vida, e isso se dá na entrega, na doação completa, no amor. Primeiro e antes na solidão, e depois, bem depois reconhecido a miséria do coração, há VERDADEIRA junção!

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