23 de ago de 2011

Acusações infundadas contra missionários são retiradas da Internet

Departamento de Comunicação da FUNAI, tomando conhecimento de que acusações imputadas a membros da Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB) que atuaram entre a população indígena Zo’é, no estado do Pará, já foram investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Santarém e consideradas improcedentes, decidiu retirar de seu website as matérias que continham algum tipo de declaração acusatória.




Isso porque em documento protocolado pela MNTB em 07/08/2010 requerendo direito de resposta, foi anexado relatório da Polícia Federal com a declaração oficial de que: “Pelo exposto, esta autoridade não encontrou provas suficientes para que pudesse concluir que a presença da MNTB na região teria ocasionado ...” danos à população Zo’é (IPL085/1998-DPF.B/SNM/PA) e, comprovada a inocência dessas pessoas o Ministério Público Federal requereu “O arquivamento do feito, pois que não comprovados os crimes previstos no art. 121, caput, CP, e crimes previstos no art. 267 e 268, imputados de início, a membros da MNTB.” (Processo n. 2000.39.02.001859-0), sendo a mesmo arquivado pela Justiça Federal em 27 de fevereiro de 2004.

Essa iniciativa foi por demais importante, pois abre caminho para que outros websites e blogs que copiaram as referidas informações diretamente do site da FUNAI, acreditando tratar-se de dados oficiais e atualizados, refaçam suas colocações e não continuem caluniando e difamando pessoas inocentes como vem acontecendo. Posto que essas acusações não têm mais nenhuma fundamentação, entende-se que qualquer declaração com esse teor configura-se claramente como ofensa e injúria a pessoas inocentes e um sério desrespeito a uma decisão judicial.

Também acreditamos que, a partir desses esclarecimentos, os leitores que foram influenciados por essas matérias possam reelaborar o seu conceito sobre as agências missionárias evangélicas atuantes entre os povos indígenas, pois o resultado de atuação dessas missões junto às populações indígenas é muito diferente do que a mídia sensacionalista tem procurado passar. E isso não foi diferente entre os Zo’é, como se pode ler nos relatórios dos próprios médicos da Funai que visitaram a tribo durante o tempo em que a MNTB prestava-lhes assistência, disponíveis aos interessados em conhecer a verdade sobre essa questão.

Na verdade, foi o trabalho incansável dos missionários no cuidado à saúde desse povo, o fator preponderante para que fossem salvos da extinção à que já estavam fadados, devido à malária já existente entre eles antes do contato. Relatórios e censos demográficos sobre essa etnia apontam que a população zo'é cresceu de 119 pessoas no primeiro censo elaborado pela MNTB para 136 em apenas 04 anos de atuação da Missão entre eles. Hoje, segundo censo da Fundação Nacional de Saúde, já são mais de 250 pessoas, resultado que alegra a todos os que contribuíram para que isso se tornasse realidade.

Fonte: Sepal

Um comentário:

Jahyr disse...

Prezado Irmão, graça e paz,

Apreciaria saber de instruções normativas ou legislação da FUNAI que proíbam missões de qualquer interferência na cultura indígena.

Tem conhecimento de alguma ocorrência de restrições da FUNAI por supostas interferências na cultura indígena?

Imensamente agradecido,

No Senhor, Ir. Jahyr

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