2 de fev de 2007

Surge qui dormis

Levantar-se (resurgere) é próprio de quem cai. E os corpos, quando se morre, é que caem. É até do fato de caírem que tomam o nome de cadáver.
Os caíram pela morte traszida pelo pecado dormem. Levanta-te tu que dormes e sai do meio dos mortos e Cristo te iluminará (Surge qui dormis et exurge a mortuis, et inluminabit te Christus - Efésios 5:14).
A morte não é uma punição, mas queda que leva ao sono. Entenda a própria palavra cadáver como caído. E foi essa queda que estamos fadados não a queda do no Juízo ou no mundo como se diz por ai. Mas a cada do sono, o deitar do sono pela morte. E isso não é ruim a meu ver, mas sim descanso e paz.
A Bíblia compara a morte a um sono em aproximadamente 53 versos diferentes.
Quando uma pessoa morre, ela está em total inconsciência. Veja: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem “coisa nenhuma”, nem tampouco terão eles recompensa, pois sua memória está entregue ao esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram: para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” (Eclesiastes 9:5,6- leia também Salmo 6:5;Salmo115:17;Salmo 146:3,4;Isaías 38: 18,19).
De acordo com Tomás de Aquino. No homem existe uma alma espiritual - unida com o corpo, mas transcendendo-o - porquanto além das atividades vegetativa e sensitiva, que são materiais, se manifestam nele também atividades espirituais, como o ato do intelecto e o ato da vontade. A atividade intelectiva é orientada para entidades imateriais, como os conceitos; e, por conseqüência, esta atividade tem que depender de um princípio imaterial, espiritual, que é precisamente a alma racional. Assim, a vontade humana é livre, indeterminada - ao passo que o mundo material é regido por leis necessárias. E, portanto, a vontade não pode ser senão a faculdade de um princípio imaterial, espiritual, ou seja, da alma racional, que pelo fato de ser imaterial, isto é, espiritual, não é composta de partes e, por conseguinte, é imortal.
Como a alma espiritual transcende a vida do corpo depois da morte deste, isto é, é imortal, assim transcende a origem material do corpo e é criada imediatamente por Deus, com relação ao respectivo corpo já formado, que a individualiza. Mas, diversamente do dualismo platônico-agostiniano, Tomás sustenta que a alma, espiritual embora, é unida substancialmente ao corpo material, de que é a forma. Desse modo o corpo não pode existir sem a alma, nem viver, e também a alma, por sua vez, ainda que imortal, não tem uma vida plena sem o corpo, que é o seu instrumento indispensável.

Posso dizer pouco sobre a vida eterna, pois creio que Deus ainda tenha um lado incompreensível devido a nossas limitações como homens de sabedoria temporal e finita sobre o TODO. O que você pode conhecer de Deus, Ele mesmo permitiu.

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