16 de fev de 2012

Oração no Metrô: Estranha ou impactante?





Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento 

De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?
Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado.

Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.

Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida. 

Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. 

1 Coríntios 14:15-120




Se Deus irá respondê-los ou não é só mesmo Ele quem sabe. Creio em manifestações espirituais em múltiplas formas mesmo crendo ser desnecessária a atitude dos dois e capaz de gerar mais estranheza do que complacência, ou mais escárnio do que atenção. Também é impossível julgar a intenção dos dois e definir se é certo ou errado. Mas, também acredito que muitas vezes pregamos sem palavras e com a busca de proximidade e relação com as pessoas ao nosso redor melhor e mais eficazmente do que com gestos onde o entendimento de quem vê fica obscurecido pela singularidade e individualismo ritualístico. Enfim...



2 comentários:

Silvio Lucas. disse...

Olá, Marco!

Achei curiosa a atitude, e também não sei se a tomaria, sobretudo por não saber o que a motivou.

Mas penso que a nossa estranheza é puramente cultural e, infelizmente, fruto de um processo que se iniciou a algum tempo e não parece querer regredir.

Passamos tanto tempo dizendo que não basta ajoelhar para ser crente, que produzimos uma geração de crentes que não se ajoelham. Advogamos com tal fervor uma espiritualidade que se insira no contexto das ações ordinárias, que passamos a pensar nossa obediência a Deus em termos puramente morais. E isso também é ser menino, pra manter o texto que você usou para introduzir seu comentário: É regredir à infância religiosa, ao período anterior à revelação, ao "seja assim que Deus te abençoa".

Penso que a espiritualidade cristã que conhecemos e acompanhamos empobreceu muito por sua secularização. Nesse sistema, ser cristão, como diz C. S. Lewis, em Mero Cristianismo, é ser "bonzinho". A vivência que transpõe os atos de uma vida alheia a Deus, por elogiável que seja no plano moral, é relegada a segundos e terceiros planos. Poucas coisas são ou podem ser tão prejudiciais à Igreja de Cristo quanto essa noção de espiritualidade alijada de gestos assumidamente espirituais.

Numa paráfrase bíblica, se não conheço os cristãos pela espiritualidade visível, de que modo os conhecerei pela invisível?

Há lugares em que os muçulmanos se ajoelham diariamente, onde quer que estejam. E isso é aos viandantes a coisa mais natural do mundo.

E eu entendo o grito de Stanley Jones, qdo descreve suas impressões, andando num desses países. Diz que transitava tranquilamente pela rua qdo notou que um jovem, naquele dia de sol ardente, meteu-se debaixo de uma escada, estendeu seu tapete, pôs a boca no pó e orou a Alá. Sua vontade, confessa, era arrancá-lo dali, levá-lo escada acima e mostrar-lhe a beleza de Deus no exposta a céu aberto. Stanley fala vigorosamente contra esses que, almejando um céu ali e além, esquecem-se de que ele lança seus raios de luz aqui e agora.

Mas eu entendo também a sabedoria do jovem muçulmano. A beleza do mundo é muitas vezes contemplada por olhos doentes. E, se posso confiar em minhas impressões, o mundo, a vida, os gestos simples do dia a dia, afiguram-se-me mais belos, mais ricos, mais repletos de significado qdo passo a vê-los após momentos de recolhimento e oração.

Anônimo disse...

tia totosa!

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