26 de mar de 2012

Quer mudar o mundo? Mude-se intimamente em comunhão com o Pai


Por Marco Alcântara


“Se queres ser universal, começa a pintar a tua aldeia.” Léon Tolstói

Quer "ganhar almas” para Jesus e mudar o mundo, então mude a si mesmo e não converta somente seus hábitos sociais e práticas públicas. Não somente limite-se a ser politicamente correto como uma forma de castrar o seu caráter moldando-o a tendências do momento que logo passarão e mudarão com o próximo verão.

Preocupe-se em converter sua consciência por que o que contamina não é o exterior e sim o que sai do seu interior. Tenha uma pratica de fé sentimentalmente saudável.

Mude-se intimamente sendo intimo com o Pai e com o teu próximo. Não lute por mudanças nas pessoas; elas mudarão acompanhando a sua mudança e crescimento espiritual.



Pense; uma religião que limita o amor a Deus e ao próximo através de regras que mudam a direção da dádiva de se doar para o egoísmo de uma falsa santificação individualista, é uma religião dirigida pelo próprio diabo. Precisamos mudar-nos para mudarmos o mundo em comunhão. A caminhada do envagelho é impossível de ser realizada sozinha. Sozinhos nós nos perderemos e tropeçaremos em nosso exclusivismo.

A graça acontece entre pessoas que só querem ser pessoas e não religiosos programados para negar o dom da vida em comunhão.

Uma religião que condena o amor em sua mais pura forma e a compreensão simples desse amor para todos é inimiga do Reino. Uma religião que visa o “eu” em primeiro lugar em depreciação as pessoas que te rodeiam e até mesmo escanteando Deus serve somente para dividir o Reino e estará te levando ao inferno no caminho do desafeto.

"O pecado é amor de si mesmo, até o desprezo de Deus".
Agostinho

Sempre é mais fácil e cômodo encontrar erros no próximo do que em nós mesmos. Sempre é mais confortável cobrar soluções e ações dos outros do que agirmos.

Muitas vezes perguntamos em nossas dificuldades pelas pessoas que estão ausentes e não estão dando o seu apoio. Mas nunca perguntamos a nós mesmos sobre as nossas ausências nos momentos em que é o outro a passar por dificuldades. Sempre procuramos no outro a responsabilidade de serem bons, mas nunca cultivamos a bondade em nós mesmos quando é solicitada.

Seria bom que alguns testemunhos não fossem uma loucura empurrada e ensaiada por estrategistas de interesses escusos. Estrategistas que mantém o seu poder lançando migalhas de um falso poder aos desesperados. Ainda melhor seria se todo testemunho e toda vivência no mundo fosse algo natural do próprio ser que vive o sobrenatural da graça de Deus.

Graça essa que transita sobre o mundo de forma bem comum, graça que não está presa ou ainda a graça que não é controlada por homens ambiciosos. Contudo, uma graça que se espalha sobre o mundo dando-lhe o sabor da vida abundante.

E essa mesma graça também pinta com cores vivas a nossa aldeia, muda nossa consciência, desmonta qualquer religiosidade individualista, nos leva a comunhão, nos move e nos enlaça em Deus.

Enfim o evangelho é isto:


Eu mudo
Tu mudas
Ele muda
Nós mudamos
Vós mudais
Eles mudam 


O Pai me transforma por sua imerecida e irresistível graça, tu te transformaras também e por fim todos nós nos transformamos.

E que venha o Teu Reino!
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