5 de fev de 2007

A IDÉIA de Deus


Cada um tem um deus criado a seu próprio sentido de imagem. E que muitos vêem deus como vêem a si mesmos.

Todos tem uma concepção diferente do que é deus mesmo aqueles que não creem tem suas concepções do que é divino e do próprio SER divino.

Popularizamos imagens do que é deus através da fé coletiva mas nem por isso a idéia do ser "deus" não deixa de ser pessoal.Eu mesmo creio em deus de forma bem diferente.

Estou convencido que seja assim: O deus da girafa é a girafa se a girafa é má então deus-girafa é mau.

Mas eu dúvido de mim então cretinamente "descarteando" a idéia do SER DIVINO posso dizer que as IDÉIAS sobre deus nada mais são que o próprio objeto inteligível presente ao nosso pensamento.São idéias ontológicas, exteriores ao sujeito que conhece, a saber, são os arquétipos eternos e imutáveis, necessários e universais, das coisas; tais idéias estão na mente de Deus e nele nós temos a intuição delas (ontologismo). Esta visão é possível porque Deus está intimamente presente ao nosso espírito e lhe pode revelar a sua essência porquanto é comunicável.



Noutras palavras: nós vemos, não propriamente a Deus, mas apenas o que há nele de imitável.

Deus está intimamente presente ao nosso espírito como revelador das idéias.Nós não temos uma idéia clara e distinta do infinito.


A única idéia clara e distinta que temos é a de extensão inteligível (e de seus modos); isto é, vemos a extensão inteligível em Deus, e tal idéia se torna representativa de Deus pelo seu caráter de infinidade.


Como não temos uma idéia clara de Deus, assim não temos uma idéia clara da nossa alma, quer dizer, da sua natureza. Temos uma intuição da sua existência, um sentimento, que - ao contrário das idéias - é racionalmente confuso, mas, em todo caso, ele só atinge a existência contingente, o que as idéias não podem fazer.Acontece o contrário a respeito do mundo físico, material.

Temos dele uma idéia clara, porque temos a idéia clara de extensão inteligível. Temos, porém, um sentimento confuso da existência atual do mundo material; trata-se de uma percepção sensível inferior à da existência do espírito, tanto assim que é mister a revelação cristã, que nos diz ter Deus criado o mundo, para que estejamos propriamente certos da sua existência.

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