25 de mai. de 2012
16 de set. de 2011
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9 de set. de 2011
22 de ago. de 2011
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20 de ago. de 2011
Grupos gays ameaçam entrar na Justiça contra outdoor de evangélicos
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18 de ago. de 2011
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Padre não casa noiva sem calcinha e depilada
30 de abr. de 2010
As Mentiras de Davi Silva e Nossas Atitudes
Mantenho o que foi dito no começo do ano; nós do Lion of Zion não vamos focar nossos textos nos criticáveis e polêmicos ícones evangélicos. Mas algo que vi logo no começo da sua divulgação através do Orkut e blogs que eu acompanho ainda está no meu pensamento.
Estou falando do caso do Davi Silva e a confissão de suas mentiras, algo que me fez meditar bastante. Não por sua atitude ou sobre aquele que erra e se arrepende. Sendo que sobre essa pessoa que se declara arrependida não cabe a eu criticar, julgar ou decretar qualquer grau de verdade em seu arrependimento; mesmo quando o ato é feito de um jeito cômodo através de uma câmera na espera da velocidade virtual para correr pelo mundo.
Não posso participar da insanidade de medir a verdade e a consternação dos outros. Excluo-me deste tipo de avaliação e deixo para aqueles que em nenhum dia de suas vidas mentiram e que ainda pararam definitivamente de mentir para os filhos, mulheres e pais (como queria ter uma câmera na mão para confessar minhas “mentirinhas” para as pessoas que amo).
O que quero e sei que posso avaliar são:
1) O Senso Comum Cristão
2) O Comércio da Graça
3) O Narcisismo Espiritual
Estas são atitudes do nosso cotidiano cristão.
1) O Senso Comum Cristão - toda está situação demonstra o quanto o cristianismo está enrijecido em dogmas empedernidos, cerimoniais vazios e uma ortodoxia verbal debruçada no senso comum. Este senso comum nos faz crer em pastores infalíveis e acima de qualquer questionamento. Os protestantes não têm um só papa, mas vários. Acreditamos que os obreiros devam ser irrepreensíveis e confundimos o termo com infalibilidade e perfeição plena; por conseqüência não testamos ou questionamos nem profeta nem profecia. Abastecemos o combustível dos abusos em forma de ditadura, modismo e charlatanismo espiritual. Nosso senso comum triunfalista exige um Cristo super-herói e que seus representantes mais diretos apresentem episódios extraordinárias, testemunhos poderosos e tendências modernas. Davi silva não foi diferente, foi comum igual a todo mundo; oferecendo o que o povo queria Panis et circenses (pão e circo) ao custo da verdade. Nosso senso comum cristão está mudando (pela graça de Deus) e estamos começando a entender a humanidade dos líderes religiosos e suas possíveis falhas, e essa “abertura” contribuiu de certa forma para que o Davi Silva pudesse promover a verdade, mesmo que depois de mais de dez anos e da maneira mais confortável possível.
2) O Comércio da Graça – dizer que a graça não é de graça é ser redundante, por ser tão real em nosso meio; talvez por quase toda a história do cristianismo ela nunca foi de graça. Podemos lembrar de grandes exceções e lampejos de “gratuidade comum” visto em pessoas como: Dietrich Bonhoeffer, Teresa de Ávila, Ghandi, Madre Teresa de Calcutá entre outros. Davi Silva não foi, não é e ainda não será o único ainda a ganhar dinheiro com testemunhos, congressos, pregações e auto-proclamados dons espirituais. Agora ele declarou o defeito do produto, mas não garante a devolução do produto e o dinheiro de volta. Mas isso é comum, estamos acostumados a consumir produtos de propaganda enganosa que prometem o que nunca foi prometido no Reino pelo Pai.
3) Narcisismo Espiritual – Realmente cremos que ou sabemos tudo ou existem pessoas que sabem tudo do Reino, tudo sobre a graça e até mesmo tudo sobre Deus. Se assumíssemos que nada sabemos estaríamos dando um passo anterior a um conhecimento maior da graça. Estamos criando tendências teológicas, regras de como adorar e um modo único de viver o evangelho através do espetáculo de protagonistas que adotamos como utópicos. Os eventos do Reino podem ser falsificados por narcisismo espiritual, hipocrisia e sensacionalismo (que não passa de meias-verdades). Talvez estejamos nos bastando demais para querermos que outros trilhem um caminho exclusivo de integridade intimidando-os com promessas e testemunhos falsos.
De resto deixo uma frase de Oscar Wilde para pensarmos juntos:
“Há uma espécie de conforto na auto-condenação. Quando nos condenamos, pensamos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo.”
31 de out. de 2009
A Ele Todo Som

Posso concordar com você em que não são todas as músicas que expressam algo de positivo ou algo que realmente valha apreciar tanto como letra ou melodia.
Mas sinceramente não posso deixar de ouvir uma boa música unicamente por que ele não tem um selo gospel garantindo sua integridade.
Aliás penso e sei bem que nem toda música gospel é integra. Muitas vezes a música gospel só tenta ser um elemento substituto para se ouvir aquilo que realmente se quer ouvir.
Música só depende do gosto pessoal.
Então, existem músicas gospeis que são legais e tantas outras músicas ditas mundanas que são bacanas.
Às vezes adotamos essa mania gospel crendo que se o autor for gospel ele tem total crédito e total boa motivação para compor músicas.
Mas, por exemplo, um dia desses, li sobre a vida do famosíssimo John Newton. Ele foi o autor do clássico hino evangélico “Amazing Grace”, ou “Sublime Graça”, como o cantamos em português. Eu sempre achei que ele se considerava um miserável e indigno da graça de Deus porque tinha sido traficante de escravos. Ele ia com seus navios para a África, entrava pelos rios e ia prendendo gente para vender na Europa. Este relato foi feito por ele mesmo, em sua autobiografia. Mas não é por isso que ele se auto-intitulou um “wretch” (miserável).
A razão, segundo ele, era que nessas longas viagens ele, que tinha sido instruído no Evangelho por sua mãe, falava muitos palavrões e participava de bebedeiras, inclusive levando outros a seguirem o seu mau comportamento. Não que isso seja uma coisa aceitável ou da qual alguém não deva se envergonhar. Mas não é impressionante que ele nunca tenha achado estranho, errado, desumano ou anti-cristão subjugar os povos africanos, aprisionar famílias inteiras, separando filhos de seus pais para sempre, somente para depois vendê-los como mercadoria na Europa “puritana” e “cristã” da sua época? Ah sim.
Como afirma o autor daquele livro É proibido, "a separação entre o homem e Deus não implica que o homem tenha perdido a capacidade de criar coisas belas e admiráveis". A música é uma forma de arte, e como tal, tem potencial para ser bela ou destrutiva, cabe a nós o julgar estas coisas e reter o que é bom!
Quando você afirma que ao ouvir músicas seculares, estaríamos ouvindo apenas para nosso prazer, eu pergunto: E...? Não é assim com milhões de outras coisas? E, no entanto, quando o louvor faz parte da nossa vida, podemos engrandecer a Deus e suas obras sem, obrigatóriamente, recitar uma poesia inchada com adjetivos repetitivos ao nome de Jesus, como, por exemplo, na música instrumental. Tocando exatamente a mesma melodia, o músico pode louvar a Deus, a si mesmo, à sua namorada, ou então chamar a atenção de uma garota da platéia...
A adoração é um estilo de vida que não se resume ao que abunda no mercado de música predominantemente ruim, chamado "gospel".
Também não adianta fazer terrorismo espiritual para poder abastecer e sustentar o mercado gospel.
Afinal por que somente sobre a música é pregado tal contexto mundano-secular?!
Causa suspeita que isso acontece por que o mercado gospel ainda não alcançou outros meios comercias.
Mas está tentando. Quem já foi na expo cristã sabe que até detergente e fraldas gospel existe?!
Pelo que vejo o que será consagrado será somente aquilo que se encontra em abundância com o selo gospel de "qualidade".
Agora se olharmos bem a história da igreja veremos que não existia música nos cultos entre outras celebrações da igreja primitiva.
"Toda expressão de arte é divina". (Agostinho)
Música para ser divina não necessita ser necessariamente música gospel. É suficiente pra sua divindade que ela exalte o amor, a verdade, a justiça e tudo que nos remete a Deus.
De onde tiraram essa idéia? Onde ficam a poesia, a arte, a beleza, o romantismo? Será que estamos mesmo fadados a sermos reféns das rádios evangélicas e suas “maravilhosas” canções românticas? Será que só poderemos ouvir a “poesia” dos mantras repetitivos e infindáveis? Não poderemos mais ouvir os nossos chorinhos lindos e estaremos à mercê dos chorões de auditório? Será que o meu Brasil-brasileiro-mulato-branco-moreno-e-negro cairá sob a bandeira de Israel e seus shophares mágicos?"
