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16 de fev. de 2012

Dica de Leitura: “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”




Quando estiver em Minas Gerais, aproveite para conhecer a obra sacra de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho. Vale lembrar que esse homem, portador de deficiências terríveis, que o faziam andar de joelhos e esculpir escondido, para esconder suas chagas, praticamente um monstro, superou tudo isso e criou uma obra marcante. Ah, vale lembrar também que ele nunca existiu. É um produto de ficção de um historiador picareta.
Os maiores assassinos de índios brasileiros eram os próprios índios; e eram, sobretudo, genocidas, promovendo faxinas étnicas tribais. Além disso, tribos beligerantes aliaram-se aos europeus para matar os inimigos. Quem? Ora, outras tribos, outros índios. E os silvícolas nunca tiveram a menor noção de ecologia ou preservação florestal, coisa que aprenderam com os portugueses, de quem pegaram algumas doenças e pra quem passaram tantas outras. A aliança de algumas tribos e portugueses serve para ilustrar a premissa. Imaginem naus repletas de homens fracos e doentes. Na praia, milhares de guerreiros. Embora tudo esteja fundamentado em estudos e documentos, a lógica nos ajuda a compreender a obviedade da aliança – e também a história de guerras constantes entre as tribos. Para um tupi, o português era tão estrangeiro quanto um caiapó.

17 de ago. de 2011

Jesus Caminhando sobre a Água - Um sermão sarcastico e sério não sobre o que você tem que fazer, mas sobre o que você é



Pregam  sobre  Jesus caminhando sobre as águas a vários domingos em vários lugares  para todos os pecadores e santos e nós pensamos que talvez deveríamos ter uma piscina infantil posta na parte dos fundos do quintal para que você e todo mundo possa "testar a sua fé". Você sabe é aquela história - vá em frente e tente dar o seu melhor.


11 de ago. de 2011

Frases Soltas - Calvin e Haroldo


Abaixo posto ótimas frases retiradas das tirinhas de Calvin e Haroldo. Boas para uma reflexão (ou várias reflexões):

9 de ago. de 2011

Confissões Agostinianas


“Mas, que amo eu, quando te amo? Não amo a beleza do corpo, nem o esplendor fugaz, nem a claridade da luz, tão cara a estes meus olhos, nem as doces melodias das mais diversas canções, nem a fragrância de flores, de ungüentos e de aromas, nem o maná, nem o mel, nem os membros tão afeitos aos amplexos da carne. Nada disto amo quando amo o meu Deus.

27 de jul. de 2011

Morre John Stott

"O comentário mais importante que precisa ser feito sobre os pastores cristãos de todo tipo é que estão sob as pessoas (como servos) e não sobre elas (como líderes e, muito menos, como senhores). Jesus deixou isso bem claro. A principal característica dos líderes cristãos, afirmou ele, é humildade, não autoridade; bondade, e não poder."

John Stott


Morre hoje alguém que recentemente aprendi a admirar e a ler.

4 de jul. de 2011

Orar Funciona

Por Alexandre Robles

A oração não muda Deus, mas quem ora. Por vezes pensamos que pelo muito falar, ou pelo falar as palavras corretas, ou por obter mediação de pessoas iluminadas, nosso pedido será atendido. E enorme é a frustração quando acreditamos orar com fé, de modo sincero, e nada acontece. 

O Evangelho Maltrapilho

Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.

Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de “Boa Nova” se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos?

Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus poderia ser acuradamente chamada de “Nova”, já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de “Boa”, com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?



27 de jun. de 2011

Brincar de Cristianismo

"Há aquilo que é mais contrário ao cristianismo, e à natureza do cristianismo. do que qualquer heresia, qualquer sectarismo, mais contrário do que todas as heresias e sectarismos juntos: brincar de cristianismo." (Ataque à Cristandade, pg. 8) - Soren Kierkegaard

8 de jun. de 2011

Jesus: Deus, Mentiroso ou Lunático - Cristianismo Puro e Simples - C.S Lewis



Um trecho do clássico "Cristianismo Puro e Simples" de C.S Lewis. Junto com vários clipes da "Paixão de Cristo" de Mel Gibson.

Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia.

Entre seus clássicos se encontram:

- Cristianismo Puro e Simples
- O Problema do Mal
- Cartas do Inferno
- Os Quatro Amores
- Surpreendido pela Alegria (Autobiografia)

Foram vendidas mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos por Lewis, os quais foram traduzidos para mais de 30 línguas, incluindo a série completa de Nárnia para a língua Russa. Entre 1996 e 1998, quando foi celebrado o seu centenário, foram escritos cerca de 50 novos livros sobre sua vida e seus trabalhos, completando mais de 150 livros desde o primeiro, escrito em 1949 por Chad Walsh: "C. S. Lewis: O Apóstolo dos Céticos". É respeitado até pelos que não concordam com a sua abordagem, inclusive dando nome a um asteróide denominado 7644 Cslewis descoberto em 4 de novembro de 1988 por Antonín Mrkos.

Fonte (Wiki)

3 de jun. de 2011

Pequeno Tratado das Grandes Virtudes


Se a virtude pode ser ensinada, como creio, é mais pelo exemplo do que pelos livros. Então, para que um tratado das virtudes?

Para isto, talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer, ou ser, ou viver, e medir com isso, pelomenos intelectualmente, o caminho que daí nos separa. Tarefa modesta, tarefainsuficiente, mas necessária.
Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres), e alunos precisam de livros; é por isso que eles às vezes escrevem livros, quando os que têm à mão não os satisfazem ou sufocam. Ora, que livro é mais urgente, para cada um de nós, do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse, na moral, do que as virtudes?
Assim como Spinoza, não creio haver utilidade em denunciar os vícios, o mal, o pecado. Para que sempre acusar, sempre denunciar?

É a moral dos tristes, e uma triste moral. Quanto ao bem, ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações, que excedem todos os livros, e das boas disposições, também elas plurais, mas sem dúvida menos numerosas, que a tradição designa pelo nome de virtudes, isto é (este é o sentido em grego da palavra arete, que os latinos traduziram por virtus), de excelências. O que é uma virtude?

É uma força que age, ou que pode agir. Assim a virtude de uma planta e de um remédio, que é tratar, de uma faca, que é cortar, ou de um homem, que é querer e agir humanamente. Esses exemplos, que vêm dos gregos, dizem suficientemente o essencial: virtude é poder, mas poder específico.

A virtude do heléboro não é a da cicuta, a virtude da faca não é a da enxada, a virtude do homem não é a do tigre ou da cobra.

A virtude de um ser é o que constitui seu valor, em outras palavras, sua excelência própria: a boa faca é a que corta bem, o bom remédio é o que cura bem, o bom veneno é o que mata bem...


Pequeno tratado das grandes virtudes. pág 4. Sponville

24 de mai. de 2011

A fotossíntese da fé e o estranho evangelho hidropônico gospel

Todos nós que um dia passamos pelas séries iniciais da escola temos o ciclo da fotossíntese gravado como tatuagem em nossas lembranças de infância. Pois, mesmo assim, permita-me recordá-lo: fotossíntese é isto.

Resumindo [já que você não acessou o link da Wikipédia mesmo]: Seria a fotossíntese algo além de uma planta usar da luz solar e da água para transformar um gás poluente e perigoso como o gás carbônico em oxigênio essencial para a vida alheia e ainda alimentar a planta com sais minerais presentes no chão, na terra, no húmus? [Sim, o processo está muito simplificado, mas farei uma simples analogia, não um tratado ponto-a-ponto da coisa. Sigamos]

Ora, o que é a caminhada na vida cristã além de uma metáfora metafísica desse surpreendente processo vegetal?

Vejo na jornada da fé cristã [aquela uma proposta pelo Jesus Nazareno] um processo semelhante. Se não é a fé cristã usar de dúvidas, questionamentos, incertezas, terríveis vagos nas páginas do nosso manual da vida para, junto com a luz vinda do Filho do Homem, junto com a água que mata toda a sede, se não é a fé cristã usar tais dúvidas para gerar vida, e vida em abundância, o que mais seria?

Nisso, vejo um grave problema com a atual cultura, ou agricultura, evangélica. Se Jesus foi ao mundo, pisou em terra viva, tomou as dores nossas para si; ou seja, se Jesus nos faz a fotossíntese necessária para vivermos, como rejeitar esse processo? Ou pior, como propor um simulacro substitutivo?

Voltemos às analogias. Já ouviu falar em agricultura hidropônica, ou hidroponia? É um simulacro científico da agricultura em terra, é um experimento científico, controlado e metódico que pretende gerar vida em ambiente esterilizado, livre de germes, bactérias e outros micro-organismos da mesma monta. Pior, é agricultura sem chão, sem terra, sem minhocas e cheiro de mato. É uma coisa estéril, fria, repetitiva, com alfaces de folhas iguais, com tomates todos redondinhos, meigos e de coloração, com moranguinhos docinhos e limpinhos.

Já comeu um tomate hidropônico? Vá à papelaria mais próxima e morda uma farta placa de isopor. O gosto será o mesmo, acredite. A tal agricultura hidropônica cria vegetais de granja, numa metáfora fácil. É um simulacro, é uma reprodução fajuta de algo vivo, bom e agradável.

O que nos leva ao final da metáfora: estão fazendo o mesmo com a fé cristã nas igrejas evangélicas brasileiras. Em vez de uma fotossíntese completa, propõem um evangelho igualmente estéril, sem chão, sem terra, sem húmus; um evangelho limpinho e bonitinho, boas novas de reality show, com um monte de regras e um ser que tudo vê destemperado e louco para, ao menor deslize, nos eliminar da casa e nos mandar ao inferno dos desviados e rebeldes.

Os evangélicos morrem de medo de se contaminar de mundo, de chão, de terra. Querem ser sal diet, que não aumenta a pressão, mas também não salga, não conserva, não afasta a podridão; querem ser luz halogênica, que não de desgasta, não consome energia, mas, em compensação, não arde, não queima, não aquece, não incomoda.

Vivem os evangélicos hoje de máscaras [com todos os trocadilhos possíveis], vivem de luvas cirúrgicas e germicidas, álcool gel e antibióticos enquanto, de agricultores da vida, se tornam cientistas do cultivo suspenso, da cultura esterilizada, da agricultura hidropônica.

Ah, mas é o fim dos vermes, das larvas, das doenças e pragas na lavoura. É o fim do joio misturado ao trigo. Não, não é. Ou melhor, é. Mas, tirando as intempéries, os percalços, os ataques, tiram a força, a resistência, o crescimento vigoroso. Hoje, as igrejas evangélicas geram tomates bobões, babões e bundões. Geram abobrinhas, alfaces sem gosto, frutos sem sabor. Geram um simulacro e, pior, geram em pouca monta simulacros a custa de tempo, esforços e recursos suficientes para grandes lavouras naturais, para verdadeiros alimentos serem produzidos, vivos, sadios e saborosos.

Por fim, sinto pena de ver tanta gente cultivando feijões em algodão e crendo que são ceifeiros, mais pena sinto dos frágeis brotos estéreis, sem vida, sem chão, sem história, sem caminhada. São frutos em estufas, em bolhas de contenção, em redomas de vidro sem contato com nada e sem chance de crescer e se multiplicar. Esqueceram-se das palavras do Rabi: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo (Mateus 13.24).

[texto dedicado a Ricardo Gondim, cujos livros e textos com cheiro de terra e chuva me encheram de dúvidas, tiraram todas as minhas certezas e me levaram a uma fé cristã cristalina]

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*LOZ: Gosto muito dos textos do Tom Fernandes.

30 de ago. de 2010

As Crônicas de Nárnia [ A Última Batalha ]


O ídolo da nação vizinha era Tash, uma criatura grande e atemorizadora que caminhava como um homem, mas tinha a cabeça similar a de um abutre. Após a destruição final dos mundos, todos os personagens maus morreram. Mas Emeth, um dos fiéis servos do maligno Tash, termina na nova Nárnia celestial junto com os súditos leais de Aslam.

"Diga-nos quem é e o aconteceu com você", pergunta Jill, um humano 'salvo' que se reuniu com o rei Pedro, o rei Edmundo e a rainha Lúcia. Assim, Emeth inicia sua longa história: "... sempre, desde que era um menino, tenho servido a Tash, e meu grande desejo era conhecê-lo mais e mais... Mas o nome de Aslam eram odioso para mim." Ele então descreve os eventos da batalha final entre as forças do mal de Tash e os seguidores fiéis de Aslam. Finalmente, ele compartilha sua surpresa ao se encontrar no novo mundo — face a face com Aslam:



"O Glorioso abaixou sua cabeça dourada e tocou minha fronte com sua língua e disse: 'Filho, você é bem-vindo.' Mas eu disse: 'Desculpe-me, Senhor, não sou seu filho, sirvo a Tash.' Ele respondeu: 'Filho, todo o serviço que você fez a Tash, conto como um serviço feito a mim...'

"Superei meu temor e questionei o Glorioso dizendo: 'Senhor, é então verdade... que o senhor e Tash são um?'

'O leão rugiu para que a terra tremesse (mas sua ira não era contra mim) e disse: 'É falso. Não por que ele e eu somos um, mas por que nós somos opostos, tomo para mim os serviços que você fez para ele. Por que eu e ele somos de tipos tão diferentes que nenhum serviço que é vil pode ser feito por mim, e nenhum que não é vil pode ser feito por ele. Portanto, se qualquer homem jurar por Tash e mantiver seu juramento, é por mim que ele verdadeiramente jurou, embora não saiba disso, e sou eu quem o recompenso.'

"Mas eu também disse: 'Mas eu tenho buscado Tash durante todos os meus dias.'

'Amado, disse o Glorioso, a não ser que o seu desejo tenha sido por mim, você não teria buscado por tanto tempo e de forma tão verdadeira. Porque todos encontram aquilo que verdadeiramente procuram."


Lion : Então... Entendeu o que o texto sugere? Diz ai nos comentários.

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