28 de fev. de 2012
Os “e se” e o Aprofundamento em Nossas Feridas
15 de ago. de 2011
A Descoberta de um Deus de Todos – Parte II
11 de ago. de 2011
30 de mai. de 2011
A Fim de que o Amor Encontre uma Base
ELE [o Inimigo] visa a uma contradição. Alega que as coisas sejam múltiplas, ainda que, de uma forma ou de outra, também sejam uma só.
O bem de alguém deve ser o bem de outro.
Ele chama de amor essa coisa francamente impossível de acontecer, essa mesma panacéia tediosa que se pode detectar em tudo que ele faz e, até mesmo, em tudo o que ele é – ou reivindica ser.
Portanto, o Inimigo não se contenta em ser uma simples unidade aritmética absoluta em si mesmo; ele reivindica ser um, e ao mesmo tempo, três, a fim de que essa bobagem sobre amor possa encontrar fundamento em sua própria natureza.
No entanto, ele apresenta em matéria aquela invenção obscena que é o organismo, em que as partes são pervertidas do seu destino natural de competição e feitas para cooperar.
O real motivo do Inimigo para se fixar no sexo como o método de reprodução entre os seres humanos é óbvio demais a partir do uso que ele lhe deu. O sexo bem que podia ter se tornado algo bastante inocente do nosso ponto de vista. Bem que podia ter se tornado uma maneira a mais, pela qual uma personalidade mais forte fizesse uma mais fraca de presa – do jeitinho que as coisas funcionam entre as aranhas: a noiva conclui as suas núpcias devorando o noivo.
Mas no caso dos seres humanos, o Inimigo teve gratuitamente associou a afeição entre as partes ao desejo sexual. Ele também fez os descendentes dependerem dos pais e deu aos pais a força de suportá-los – produzindo assim a Família, que é como um organismo, só que bem pior; porque os seus membros são mais distintos, ainda que unidos da forma mais consciente e responsável. Tudo isso, com efeito, constitui-se em simples expediente para que se efetivem as impulsões do amor.
– de The Screwtape Letters [Cartas do Diabo a seu Aprendiz] 1932 Lewis começa a escrever The Pilgrim’s Regress [O Regresso do Peregrino].
Retirado de Um Ano com C. S. Lewis ( Editora Ultimato, 2005)
25 de mai. de 2011
União Homoafetiva, PL122 , KIT Gay – Uma opinião Entre Muitas
Sou usuário assíduo do “tuiter” e com isso sempre recebo “tuitadas” para dar RT no que diz respeito a PL122. Sempre pedem para que eu assine algum abaixo assinado, ou perguntam se eu sou a favor da nova lei (que ainda não foi votada).
O assunto tem sido constante, sempre me pronunciei com poucos “tuites” sobre a questão que para mim era banal até algum tempo atrás. Para muitos eu estava em cima do muro sobre a questão, mas não. Acreditei que estas questões seguiriam seu curso normal seriam votadas e se aprovadas não mudariam em nada o meu cotidiano ou a estrutura da minha família. Afinal, crio meu filho para ser homem, não machão nem especificamente para ser hetero ou homossexual. Eu o crio para ser homem que apregoa o bem e o amor a toda criatura sem exclusões, pois foi essa educação que eu tive.
Mas eu seria hipócrita se dissesse que não ficaria contrariado com um filho homossexual. Afinal, que pai não se projeta no filho. Sou hetero, corinthiano e um “gordo deitão” (que o diga minha esposa) e é mais do que óbvio que vou influenciá-lo com a própria vida que levo junto a ele. Mas tenham certeza que amaria meu filho sobre qualquer circunstancia; até mesmo se ele se tornasse um “gordo deitão” igual a mim.
- União Homoafetiva
Como crentes somos contra a institucionalização do pecado, mas a favor da santificação do preconceito.
O problema todo é que os religiosos vêem-se como uma classe de pessoas superiores, olhando o mundo de cima para baixo. Homossexuais não são uma classe de pessoas abaixo dos heteros, por isso devem ter os mesmos direitos civis. Para usar um termo mais popular digo que o casamento gay é um direito que o estado dá e que é útil afinal eles precisam apenas de reconhecimento civil de seus direitos, segurança nas questões de herança e direito familiar. É um direito de cidadãos.
- PL122
Até certo momento eu cria ser interessante e somente uma paranóia gospel esse medo e barulho todo em torno dela. Pois é, até então seu maior opositor era o Silas Malafaia com suas contradições; um homem sem moral cristã guiado pela ganância que o fez defensor da moral cristã centralizada no âmbito sexual. Com esse tipo de representante tipificado nos deputados que o povo gospel votou era mais do que claro que essa militância anti-homossexuais, não me chamaria à atenção a não ser que fosse para rir das esperanças despedaçadas, depositadas nos púlpitos que serviram de palanque nas eleições recentes.
Aliás, a PL122 só serviu de chavão político para os dois lados e é o que vejo sobre o dilema e sua votação. Mais briga política sem moral do que qualquer outra coisa que nos leve a querelas morais.
A militância gay me fez repensar algumas coisas. Pois para mim eles se atropelaram em si mesmos e na ânsia de quererem se impor, como fazem os seguidores de Bolsonaro e Malafaia. Ou seja, se querem respeito por que não respeitar antes ou vamos criar uma “guerrinha de direitos”.
Qual é o objetivo de um “beijaço gay” nas escadarias de uma Igreja católica em Florianópolis? Chocar por chocar? Provocar? Promover o quê? Reações? Quais reações?
Nesse caso tenho então que concordar com o Arnaldo Jabor quando ele diz que: "Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal. Eu vou-me embora antes que passe a ser obrigatório."
Não gosto de crentes proselitistas ou simplesmente chatos, eu não gostaria de ver os crentes com cartazes dentro das baladas freqüentadas por gays com cartazes impertinentes e incômodos lançando todos ao inferno.
Enfim, é mais fácil criar uma lei que protege uma minoria do que educar uma maioria. Aliás é mais fácil e mais rápido. Educação leva tempo e dinheiro.
- Kit Gay
Falando em educação eu não gostei dos vídeos que eu vi no “você tuba”. Não educa, impõe. Em minha opinião que para muita gente não vale nada, mas que para alguns sei que vale alguma coisa penso que, seria muito mais educativo se mostrassem testemunho de pessoas que sofreram bullyng ou que simplesmente foram rechaçadas por serem gays.
Investiram três milhões em um material que não será usado. Testemunhos, palestras ou fórum de discussões custariam mais barato e, com efeito, bem melhor.
Contudo, não podemos imputar consciência nas massas através de leis. Podemos apenas pela "força" da lei exigir respeito que no intimo não existe. Ou seja, a PL122 é só uma propaganda eleitoral um meio politicamente correto de não fazer o que realmente deve ser feito.
A relação cotidiana com o diferente foi o maior remédio contra meus preconceitos. Estas leis propõem um escudo e talvez um distanciamento ou um respeito por imposição e não por ação.
É bem fácil amar o que é comum a nós mesmos. Difícil é amar o diferente, o que te agride com indecência de ser ele mesmo. O Amor tudo suporta; até mesmo convicções distintas das nossas.
Não gosto da PL122 por minha própria ideologia política e social e não por que creio que essa lei vai acabar com a família. Por muitos anos a igreja só se preocupou com masturbações alheias, politicagem e apropriação de rendas. Enquanto isso o mundo lá fora piorava. Não creio nessa igreja que agora no último instante pelos holofotes das mídias quer salvar a moral cristã.
O que vou fazer a respeito destas discussões? Vou relaxar e deixar a vida seguir seu curso e mostrar com o tempo onde temos errado como sociedade, igreja e como pessoas. Portanto, se você crê no pecado homossexual não se preocupe as leis do Reino da Graça não são as leis decididas pelo STF.
A única lei do Reino da Graça é o Amor sobre todas as pessoas sem acepções étnicas ou mesmo de orientação sexuais.
21 de mai. de 2011
Capitulo Primeiro: O Inicio da Tristeza e a Caminhada entre Abismos [parte 1]
Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo? Atende-me, ouve-me, ó SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte; Para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários não se alegrem, vindo eu a vacilar. Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração. Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.
Quando ainda continha em mim muita juventude fui convidado a ser padrinho de casamento de um grande amigo que congregava junto comigo em uma igreja pentecostal pequena da qual lutamos juntos para que crescesse. Na época lembro que, não tinha deixado a idéia de montar uma família florear, lembro que minha ansiedade era trabalhar, estudar e ver até onde eu iria com isso e que a idéia de fundar uma família era por demais atemorizada por que nunca me via preparado, ou mesmo não conseguia conceber alguém para viver a vida integralmente, pois entendia ser impraticável uma família se manter amando-se a vida inteira, afinal minha família se rompeu muito cedo.
Mas regressando ao mote do casamento de meu amigo, lembro que a pregação na cerimônia foi de que era desagradável ao homem permanecer sozinho.
“E minha alma, sem luz nem tenda, passa errante, na noite má, à procura de quem me entenda e de quem me consolará...” Cecília Meireles
Sempre fui só, nunca fui um indivíduo de muitos amigos, mas de escassos amigos sinceros e leais. Nunca fui de ter muitas namoradas e das namoradas que tive algumas vezes as cultivava por mera obstinação ou por algum sentimento que não lembro agora, mas se lembrasse também não saberia como.
Ou seja, jamais amei ninguém e jamais me conheci amado.
“Se as coisas são inatingíveis... Ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas.” Mario Quintana
Mas a partir desse casamento almejei muito amar alguém para a vida toda mesmo que isso fosse algo muito remoto como estrelas. Mas em uma comunidade de loucura virtual e por idéias espalhadas na rede conheci alguém distante e intangível a não ser pelo toque de vidro de um monitor. Ela era conhecida como Sol, habitava em Recife, Pernambuco bem longe da capital paulista.
Mas a cada toque de teclado, a cada frase interurbana, a cada carta ela me fez experimentar que era admissível eu amar e me experimentar ser amado, e ter um relacionamento de troca intima de sentimentos e especialmente uma união de existência duradoura.
Quando nos vimos pessoalmente no aeroporto da capital paulista me tornei um misto de homem sem jeito com alguém que estava determinado e que sabia que aquela era a mulher da sua vida, afinal como se pronuncia popularmente “toda panela tem sua tampa” e pelo jeito aquela seria a minha.
“Eu quero amar, amar perdidamente. Amar só por amar.” Florbela Espanca
______________________________________________________
Ainda continuarei o Capítulo Primeiro. Lembrando que é somente um esboço.
*Para quem não sabe lutamos muito por Davi, meu filho, desde seus sete meses de idade. Descobrimos nessa época que ele tinha um câncer raríssimo em crianças. O grande Golias a ser vencido se chamava Glioblastoma Multiforme localizado no sistema nervoso central. As previsões eram as piores possíveis a melhor delas era a cegueira e o lado esquerdo paralisado. Mas era unânime entre os médicos que estimativa de vida era só de mais três meses.
Mas hoje Davi está com dois anos e curado, foi mais de um ano de choro, luta e desespero avassalador que consumiu minha família.
Com está série de textos quero compartilhar algo que tem muito mais a ver com amor de Pai e filho do que um por que de nossas angustias. Abraço!*
16 de mai. de 2011
Descobrindo Deus - Philip Yancey

"de manhã? Não, não, normalmente toca de noite. Vamos ver, ontem. Ah, sim. Uma mãe com a qual tenho trabalhado me ligou ontem por volta da hora do jantar. Fui para lá na hora e a encontrei no meio do assoalho, com o rosto todo machucado. O marido tinha batido nela de novo. Havia uma garrafa grande com remédios vendidos somente com prescrição ao lado dela no chão, e ela me disse que tinha lutado o dia inteiro para não tomá-los. Duas crianças estavam berrando a plenos pulmões no quarto ao lado. Tinha trazido algumas coisas para comer, então fizemos o jantar, acalmamos as crianças e passamos as duas horas seguintes limpando a casa juntas. Depois disso, estávamos cantando hinos juntas enquanto fazíamos a limpeza.
"Quando cheguei em casa, a canseira baixou. Recebi outro telefonema por volta de meia-noite. Três velhinhas tinham sido trancadas numa casa durante três dias, sem comida. Minha primeira reação foi 'Senhor, estou cansada. Quero ir para a cama'. Mas Jesus disse para amarmos o próximo como a nós mesmos, e se fosse a minha mãe naquele apartamento, eu gostaria que alguém a alimentasse. E então fui direto para a loja...
"Elas moravam no terceiro andar. Levar as compras até o segundo andar me deixou exausta. Mas em algum ponto da escadaria do terceiro andar, foi como se Deus me desse uma injeção de B-12. Entrei e passei três horas com aquelas adoráveis senhoras. Fizemos um banquete no meio da noite. Fiquei tão animada que mal consegui dormir quando cheguei em casa."
E quanto à exaustão? "Bem, com certeza fico cansada, e quando a coisa fica feia eu vou para uma fazenda no norte da Geórgia por uma semana e pouco. Mas Jesus disse para buscarmos primeiro o reino de Deus, e que todas essas coisas nos seriam acrescentadas. E quer saber de uma coisa? Isso é verdade. As vezes acontecem algumas coisas que desencorajam. No ano passado minha casa foi arrombada três vezes. Normalmente sei quem foi — moleques atrás de dinheiro para as drogas. Da última vez foram dois moleques que durante anos eu tentava ajudar. Descobri onde eles estavam, disse-lhes que obviamente não daria queixa e perguntei se poderia orar com eles. Então o melhor de tudo aconteceu. Ouvi da mãe de um moleque que seu filho tinha dito a ela: À dona Adamson deixa a gente intrigado. Eu arrombo a casa dela e ela vem prá gente com um carregamento de comida e uma Bíblia. Isso me incomoda'. Agora, isso não é formidável? Se ele tivesse ido para a prisão, ele sairia de lá tão enlouquecido que nunca conseguiria alcançá-lo para Jesus. Agora ele não consegue tirar Jesus da cabeça!"
Descobrindo Deus - Philip Yancey
pág: 73/74
Onde a criança dorme: um mundo diverso de Imóveis

[Fonte] Visual News
10 de mai. de 2011
Um Novo Educador
Quando uma criança nasce ela tem que pegar o “bonde andando”; o bonde é a vida, o mundo, são séculos e séculos de conhecimentos e de história. (Aliás, essa geração de crianças nem deve saber o que é um bonde! Isso já é uma figura ultrapassada). Bem, temos que ensinar o bonde em qual caminho deve andar, para não se desviar dele. Creio mesmo que esta é a nossa missão como pais e educadores. Mas como alcançar o coração desta nova geração? O que deve ser mantido e o que deve se adaptar a tantas mudanças?


