17 de ago. de 2011
Jesus Caminhando sobre a Água - Um sermão sarcastico e sério não sobre o que você tem que fazer, mas sobre o que você é
9 de ago. de 2011
Confissões Agostinianas
27 de jul. de 2011
Morre John Stott
Morre hoje alguém que recentemente aprendi a admirar e a ler.
4 de jul. de 2011
Orar Funciona
O Evangelho Maltrapilho
Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de “Boa Nova” se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos?
Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus poderia ser acuradamente chamada de “Nova”, já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de “Boa”, com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?
30 de jun. de 2011
27 de jun. de 2011
Brincar de Cristianismo
17 de jun. de 2011
A Linguagem dos Milagres (Sto Agostinho)
Os milagres realizados por Nosso Senhor Jesus Cristo são obras divinas e convidam o espírito humano a elevar-se das coisas visíveis ao conhecimento de Deus.
E como Deus não é de natureza que possa ser visto pelos olhos do corpo; e como, de outro lado, os milagres que ele realiza ao governar e administrar a Criação, tornaram-se tão comuns pela sua freqüência, que ninguém presta atenção à admirável e espantosa ação de Deus na menor semente, ele reservou-se, em sua misericórdia, a realização de certos fatos, em momentos oportunos, fora do curso habitual da natureza.
Assim os homens passam a ficar admirados, presenciando fatos raros, embora não maiores do que os que se consideraram vulgares, em razão da assiduidade com que se realizam.
Governar todo o mundo é maior maravilha do que saciar cinco mil homens com cinco pães. Todavia, ninguém se admira com aquilo, mas se enche de admiração por isto, não porque seja maior, mas porque não é freqüente.
Quem sustenta ainda hoje o universo inteiro, se não aquele que, a partir de poucas sementes, multiplica as searas? Há aqui uma operação divina. A multiplicação de poucos grãos, de que resulta a produção das searas, é feita pelo mesmo que, nas suas mãos, multiplicou os cinco pães. Nas irão de Cristo estava esse poder.
Os cinco pães eram, de certo modo, sementes que, se não foram lançadas à terra, foram multiplicadas por aquele que fez a terra.
Foi, pois, apresentado aos sentidos um meio de, e elevar o espírito, foi dada aos olhos uma ocasião de se exercitar a inteligência, e de nos fazer contemplar, através de obras visíveis, o Deus invisível.
Mas não é a única coisa que devemos considerar nos milagres de Cristo. Perguntemos aos próprios milagres o que eles nos dizem de Cristo: se soubermos compreendê-los, veremos que eles têm a sua linguagem.
Cristo é o Verbo de Deus, e todo ato realizado pelo Verbo é para nós uma palavra.
Já notamos, pela narração feita no evangelho, a grandeza deste milagre, a multiplicação dos pães. Investiguemos agora a sua profundeza. Não nos deleitemos apenas com a aparência exterior do fato, perscrutemos seu segredo, pois o fato externo tem alguma coisa de íntimo.
Vemos, contemplamos, alguma coisa de grande, de sublime, e de inteiramente divino, pois só Deus o pode realizar, e então, pela consideração da obra, somos levados a louvar o autor. Se víssemos, em qualquer parte, uma carta muito bem escrita, não nos bastaria elogiar o copista que desenhou as letras com tanta beleza e perfeição, mas deveríamos ler o que elas exprimem.
Da mesma forma, quem observa o fato, agrada-se com sua beleza, e admira seu autor; mas quem compreende o sentido faz por assim dizer a sua leitura. Uma coisa é ver uma pintura, contentar-se com ver e louvar esse trabalho já o mesmo não se dá cem uma carta, pois somos convidados a ler o que ela diz.
Quando vês uma carta e não a sabes ler, perguntas: “que está escrito aqui?” já vês algo, e todavia ainda perguntas. E aquele a quem pedes o entendimento do que vês te mostrará algo mais. Ele tem um poder de visão, tu tens outro. Será que não vês como ele os caracteres? E, no entanto, não conheces como ele os sinais. Vês e admiras; ele vê, admira e compreende…
[Via] SURIAN
13 de jun. de 2011
Nova Ordem Espiritual
“Venha o teu Reino”, dirão de boa vontade todos aqueles que anseiam por melhores dias porque sabem que o Reino de Deus significa a hegemonia de valores que estão faltando nos reinos terrenos. Não se trata de uma revolução violenta visando a transformações políticas e transferência de autoridade civil: trata-se de ume mudança profunda no próprio ser do homem, não importando e tipo de governo do país em que mora, visando a uma transferência de autoridade
moral.
Cada pessoa que faz esta oração tem de sentir que é preciso começar por ela mesma para conseguir qualquer coisa. Mais justiça, mais paz, maior elevação moral, tudo depende de cada um.
“A sede do Reino a que se refere Jesus é o coração: “…Interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus respondeu-lhes Jesus dizendo: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo ali: porque eis que o Reino de Deus está dentro de vós”. (Lc 17:20-21).
O Reino de Deus é, pois, alguma coisa que transcende as limitações de tempo e espaço.
No sermão que o Mestre proferiu sobre o Reino de Deus, conhecido como o Sermão do Monte, o centro em torno do qual giravam as idéias pregadas era: “Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça e todas as demais cousas vos serão acrescentadas”.
Nesse sermão aparecem as características daqueles que fazem parte do Reino que Jesus veio implantar aqui na terra. Estão enumeradas nas famosas bem-aventuranças: a humildade, a aspiração da justiça, a misericórdia, a pureza de coração, o ânimo pacífico.
Os direitos de cidadania nesse Reino são adquiridos mediante um processo muito simples que, entretanto, nenhum dinheiro pode comprar: o novo nascimento. Para encontrar a vida eterna — o prêmio natural da entrada no Reino — “é necessário nascer de novo”, disse Jesus.
Cousa muito diferente de simplesmente repetir de vez em quando “Venha o teu Reino” é viver de conformidade com essa aspiração, ser cooperador de Deus, como dizia o apóstolo São Paulo.
Oxalá o leitor forme no número daqueles que cooperam com o Reino de Deus para o estabelecimento de uma era de paz e felicidade, quando os homens se sentirão todos irmãos, porque terão a Deus como o Pai Celestial, e o seu mais espontâneo impulso será harmonizar as duas vontades, a divina e a humana, com a primeira por padrão.
8 de jun. de 2011
Jesus: Deus, Mentiroso ou Lunático - Cristianismo Puro e Simples - C.S Lewis
Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia.
Entre seus clássicos se encontram:
- Cristianismo Puro e Simples
- O Problema do Mal
- Cartas do Inferno
- Os Quatro Amores
- Surpreendido pela Alegria (Autobiografia)
Foram vendidas mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos por Lewis, os quais foram traduzidos para mais de 30 línguas, incluindo a série completa de Nárnia para a língua Russa. Entre 1996 e 1998, quando foi celebrado o seu centenário, foram escritos cerca de 50 novos livros sobre sua vida e seus trabalhos, completando mais de 150 livros desde o primeiro, escrito em 1949 por Chad Walsh: "C. S. Lewis: O Apóstolo dos Céticos". É respeitado até pelos que não concordam com a sua abordagem, inclusive dando nome a um asteróide denominado 7644 Cslewis descoberto em 4 de novembro de 1988 por Antonín Mrkos.
Fonte (Wiki)
6 de jun. de 2011
Ama, e Fazes o que Quiseres
Meu estilo de vida cristã segue o preceito agostiniano: "Ama, e fazes o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”
Os mandamentos da Lei de Deus são os espelhos que desvendam nossa imundície, que propriamente não obrigam os homens a se limparem, mas delineiam a maneira como se deve viver de amor. Ou seja, somente com o dom do amor poderemos cumprir integralmente a Lei.
Cada um tem a liberdade de aplicar a lei do amor às situações precisas e sucessivas de sua vida; com toda a liberdade, decida cada homem como há de praticar o amor; apenas toca-lhe o dever de auxiliar, preservar sempre a decência humana em cada uma de suas escolhas.
Talvez seja este meu estilo “amar e fazer o que quero” e ai que vejo a liberdade que existe através da graça proposta e não imposta por Cristo.
Existe em Cristo a proposta, o convite a amar e ser autêntico. Não existe obrigatoriedade em amar, mas no amor existe o “cuidar”, o zelo e a “responsabilidade por aqueles que você cativa”. E contra isso não há lei, morte, julgo, liturgia, dogma e religião que resista.
Individualmente somos todos semelhantes e nos diferenciamos na mais autêntica procedência que é o amor. Um grande fato é que podemos realizar várias coisas de boa aparência, mas que só refletem o nosso egoísmo de amarmos pelo politicamente correto e não por procedência da raiz do amor.
Contudo, Ame e não te ame no outro ou em suas próprias realizações.
Amar e fazer o que se quer, é a mais pura liberdade de um evangelho dinâmico onde nossos relacionamentos nos impulsionam a uma constante vontade de sermos o que realmente fomos chamados a ser ( irmãos).
Amar e fazer o que se quer é aquela liberdade extremamente recusada por nós; por que temos medo. Liberdade exige responsabilidade com o próximo e consigo mesmo.
Por fim, quem ama verdadeiramente, apenas é capaz de praticar o bem.
A raiz do cristianismo está nesta afirmação do apostolo João "Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele."
Nesta ocasião, encontra-se a forma cristã de Deus e a conseqüente representação do homem e do que precisa ser a sua atitude e obra.
Num tempo em que o nome de Deus anda às vezes associado à vingança e até ao "dever do ódio e da violência", esta é uma mensagem fundamental.
1 de jun. de 2011
A Igreja dos Fracassados e Imorais

Tal igreja excludente não merece nem a misericórdia de Deus, nem a confiança dos homens.
A igreja deve ser consciente que sua fé é fraca, que não tem todas as respostas em si mesma, que recua e se isola do mundo quando lhe convém, que sua indiferença a torna culpada de um modo ou de outro de todas as injustiças sofridas e cometidas pelos homens.
Mesmo sendo verdade que a igreja deve se separar da perversidade ela nunca poderá oferecer qualquer respaldo ou pretexto para a supressão e distanciamento de qualquer homem ou mulher.
A igreja que ostenta sua hipocrisia perante os homens fracassados, daqueles que perderam sua fé e imorais não será justificada no Reino, por que esta apartada da graça.
Contudo a igreja que se esvaziar do preconceito discernindo os seus cômodos fracassos, distinguindo suas imperfeições e se mortificar em favor dos esquecidos. Será conhecida como verdadeira igreja do Reino de Deus.
A esta igreja fracassada, humilhada e imoral é dada a promessa de que será enlevada na verdade e justiça do Pai.
A igreja onde não se inclui e abriga excluídos morais e sociais não compreende sua própria identidade e o propósito da sua existência, sendo gritante o seu erro de rejeitar as pessoas que Cristo aceita.
A igreja que não ajunta espalha quando exclui os profanos e miseráveis aceitos pela graça, quando decreta sentenças duras, censuradoras e implacáveis, quando determina a comunhão da ceia só para alguns, quando nega o batismo em desconfiança a confissão de fé do individuo, quando nega a participação no evangelho por supressão e anteposição moral.
Desse modo estamos estabelecendo um jeito totalmente profano e indigno de se preocupar com as obras.
Portanto a igreja só irá progredir na verdade quando compreender de fato que um santo não é alguém bom e de boa aparência e sim um miserável, fracassado e imoral que experimenta diariamente a bondade e a graça de Deus sem nunca ter merecido.
31 de mai. de 2011
Novo Pensamento POP “Evangélico”.
Aí Deus apresentou uma proposta de decálogo a Moisés e pediu para ele descer do monte e ouvir as bases em assembleia liderada por Arão, e buscar um entendimento com o pessoal que havia optado pelo bezerro de ouro.
Aí Deus enviou o profeta para um diálogo com os sacerdotes de Baal visando um entendimento, como o pacto federativo que havia estabelecido com os filisteus, e todos os postes-ídolos deveriam ser tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
E quando os profetas falavam, a fórmula do preâmbulo dos seus discursos era sempre: “Assim me parece que o Senhor acha, salvo melhor juízo”.
É claro que a pretensão de ser um único Deus a revelar uma única verdade seria algo extremamente arrogante, etnocêntrico, colonialista, patriarcal e misógino.
E temos que (depois da edição da “Bíblia dos Gordos”, da “Bíblia dos Magros”, da “Bíblia dos Torcedores do Corinthians”) devemos lançar a “Bíblia Politicamente Correta”, do(a) nosso(a) deus(a) pai/mãe ou pai/pai ou mãe/mãe, em que Jesus diz: “Eu sou um dos caminhos, uma das verdades, uma das vidas, e todos irão a Ele/Ela não necessariamente por mim”. “Ninguém precisa nascer de novo”, e “vai e continues na mesma, porque a sua orientação sexual deve ser respeitada”. Ao chegar a Jerusalém, Jesus entrou em um acordo com o Sindicato dos Vendilhões do Templo, e com a base aliada do Sinédrio.
Passada aquela alucinação (uma espécie de “porre espiritual”) que os fez imaginar que um cadáver voltara a andar, e o transe da festa do Pentecostes, Pedro foi peremptório: “Não se arrependam, pois essa conversa de ‘pecado original’ é uma balela e uma perda de energia para o nosso ministério de instaurar o reino de Deus por nossa conta e convidar o(a) próprio(a) para o coquetel de inauguração”.
E Paulo disse: “Deitem-se (ou fiquem de pé ou de cócoras) com qualquer um(a), desde que seja por mútuo consentimento entre adultos”. Ao que João arrematou: “E esses entrarão no Reino do Céu”. Paulo elogiou os deuses do areópago e apresentou Jesus como mais uma a, democraticamente, ter uma vaga no Olimpo e nos altares.
E a Bíblia deve ter uma nova “versão revista, corrigida e atualizada”, contendo todos os livros apócrifos, pois, afinal os gnósticos, os arianos, os docéticos, os pelagianos, foram apenas”tendências” da igreja, em sua riqueza e pluralidade no discurso sobre o sagrado, reprimidos pela intolerância.
E os chamados “Credo Apostólico” e “Credo Niceno”, esses horrorosos textos estreitos, deverão ter uma nova redação, iniciando: “Podemos ou não crer em Deus(a), não tão todo-poderoso…”.
A Reforma Protestante, devidamente atualizada aos tempos pós-modernos, deve eliminar a estreiteza das “Sola”.
Como diriam os caipiras mineiros: “Deus é um abiscoitado que nem sabe das coisas”, e cristianismo triunfante é aquele que ninguém vai mais à igreja.
Temos que dar um Ultimato a esses reacionários, bitolados, ultrapassados e homofóbicos:”Diálogo sempre; Proclamação nunca”!
Ouçamos a Pós-Modernidade, e especulemos interminavelmente…
O absoluto relativismo de nossas especulações é a porta da esperança.
[Via] Surian
25 de mai. de 2011
Devoção
"Devemos nos preocupar particularmente em seguir o preceito evangélico nos recomenda entrar no quarto e fechar a porta para orar ao nosso Pai.
Eis como cumpri-lo:
Oramos em nosso quarto quando afastamos inteiramente nosso coração do tumulto dos pensamentos e das preocupações; numa espécie de colóquio secreto de amizade muito suave, revelamos ao Senhor os nossos desejos.
Oramos com a porta fechada quando invocamos, sem descerrar os lábios, aquele que não leva em consideração as palavras, mas olha para o coração.
Oramos em secreto quando falamos com Deus somente pelo coração e a concentração da alma, e manifestamos só a ele nossas disposições, de tal modo que as potências adversas não possam adivinhar sua natureza. Tal é a razão do profundo silêncio que se deve guardar na oração. Nossas preces devem ser freqüentes, mas curtas para evitar que, caso se prolonguem, o inimigo tenha a possibilidade de insinuar a distração."
17 de mai. de 2011
Desconexão: A Teologia dos tempos de Jesus
Graça e paz!
Nos tempos de Cristo havia uma teologia vigente. E ela era verdadeira, afinal fora dada pelo grande líder hebreu Moisés. A teologia do povo judeu, entre outras coisas, contava da sua história, de suas derrotas, vitórias e superações. Era uma boa teologia, aliás, ótima! Na teologia dos tempos de Jesus percebemos a atenção especial em relação à família, vemos a identidade de um povo em forma de nação.
Mas a teologia dos tempos de Jesus começou a cair em um precipício chamado desconexão. Começou-se a valorizar a teologia pela teologia. Quando isso acontece, a vida humana perde o valor, afinal deve-se proteger a teologia.
Quando o bem maior de um povo deixa de ser as pessoas e passa a ser a teologia, a desconexão se instala.
Quando a cura de um cego num sábado é condenável, unicamente pelo dia em que foi realizada, há de se repensar a teologia. Quando os maiores exemplos de fé de um povo vêm de fora dele, há de se repensar a teologia, pois a desconexão já se instalou.
E esta é a pior doença que uma teologia pode sofrer: a desconexão. Desconexão com a vida. Desconexão com as pessoas e realidade que a cerca. Quando isso acontece há de se repensar os conceitos teológicos, ou, no mínimo, sua aplicação.
A teologia deve ser ao mesmo tempo um guia e um mordomo. Deve direcionar o homem em um ideal e também servi-lo em suas perguntas, angústias e incertezas. Mas a teologia nos tempos de Jesus, como em nosso sistema solar, tornou-se uma estrela anã, onde todos passaram a orbitá-la.
A teologia dos tempos de Jesus dava respostas a perguntas que ninguém mais fazia. Perguntava coisas que ninguém mais queria responder. A leitura da Lei e Profetas aos sábados, que era uma grande riqueza do povo, tornou-se padrão ritualístico. Quando isso acontece, a desconexão se instala.
Jesus não veio propor uma nova teologia, mas mostrar que a vida humana, para Deus, tem valor inestimável. Jesus não veio propor uma nova teologia, com doutrinas, normas morais ou conceitos avançados. Antes, veio ensinar a ser gente, como gente realmente deve ser.
Gosto muito do que disse o Pr. Ed René Kivitz sobre a teologia “não estar pronta”. Concordo. Quando lidamos com teologia, precisamos entender que nosso escopo não está, e nem nunca estará fechado. Estamos lidando com um assunto infinito.
A desconexão da teologia com as pessoas, e consequentemente de Deus, fica muito clara no episódio da mulher pega em adultério. Os religiosos levaram aquela mulher à presença de Jesus, não para decidir o destino de sua vida, mas para saber a posição teológica de um Rabi tão controverso. O importante era saber se Jesus compartilhava de sua obsessão pela teologia e seu cumprimento a qualquer custo. Mas Jesus escolheu a vida humana. Ele sempre escolhe a vida humana.
Temo que a teologia de hoje esteja sofrendo da mesma doença: a desconexão. Às vezes ouço certas coisas e me pergunto qual a conexão disso com a vida das pessoas?
Em meio a chavões, clichês e repostas prontas, vidas estão perdendo a visão do Mestre de sandálias andando à beira da religiosidade para resgatar a dignidade humana. A teologia de hoje dá respostas para perguntas inexistentes. Faz afirmações que não acham morada nos corações. E, quando a defesa de uma teologia passa a ser o centro de uma reunião de pessoas, Jesus se afasta e a desconexão se instala.
Não defendo aqui, a liberalidade teológica, até porque a história da igreja, com mais de dois milênios não pode ser ignorada. No entanto, urge que a teologia, ou melhor, os teólogos, lidem com questões de nossos tempos, que estão deixadas de lado por religiosos que sentem vergonha por não saber o que dizer. Questões como homossexualismo, abandono de recém-nascidos, violência doméstica, sexo, drogas devem fazer parte da pauta da teologia moderna.
Se isso não acontecer, a desconexão já se instalou.
Que Deus nos livre de desconectarmos nossa teologia da vida das pessoas, pois se não amarmos nossos irmãos os quais vemos, também não poderemos amar a Deus, que não podemos ver.
Deus te abençoe!
9 de mai. de 2011
Uso e Abuso da Religião

“NÃO PRONUNCIARÁS EM VÃO O NOME DO SENHOR” (Dt 5, 11)
Os últimos dias nos levam de volta a esse mandamento. Assistimos a cenas que imaginávamos já sepultadas no túmulo da história. Quando a certa gente já não parece tão “moderno” ser religioso e muito menos fiel obediente a rituais e preceitos de Igreja, tidos por retrógrados e autoritários, vem o inesperado.
Candidatos piedosamente em cultos, a buscar companhia e “conselhos” do clero, com a Bíblia para alcançar a sabedoria de Salomão, com devoção à corda do Círio de Nazaré, de manhã na missa, de tarde no culto, sem deixar de passar de noite pelo terreiro para tomar o passe, mas sem se recusar a carregar a imagem “aparecida”, sem se descuidar, porém, de “abençoar” os fieis com outras nossas senhoras, que é bom não desprezar nenhuma, pois nunca se sabe das disputas de poder no céu. Parecia até personagens de Guimarães Rosa, garantindo bênçãos de todos os lados, uma só não basta.
Doutro lado, vimos, com espanto, bispos e padres católicos e pastores evangélicos a espalhar folhetos às toneladas. Já estávamos até habituados a conselhos mais pedagógicos, discretos e sutis, com argumentos bíblicos consistentes e análises sólidas e respeitáveis da realidade do país, como aquelas da Campanha da Fraternidade a cada ano.
Desta vez, porém, o espetáculo foi lamentável. O papel de liderança religiosa sofreu em respeitabilidade, baixou de nível. Já não se tratava de ajudar fieis e a sociedade em geral, de forma séria e desapaixonada, a refletir com lucidez e responsabilidade sobre projetos políticos em debate e padrões éticos. (Em)prestaram-se a servir de cabos eleitorais. Como se de repente, dos subterrâneos do Estado, que se quer laico e democrático, brotasse erupção de raivosos instintos teocráticos.
Quem sabe, esse comportamento é só sintoma de “algo de podre no Reino da Dinamarca”. Religião e Igreja parecem cair na vala comum do “mercado” que degrada a fé a mercadoria, espetáculo rentável, junto da Bíblia entronizado o número da conta bancária (qual das duas a mais importante?). Estaríamos longe da situação exorcizada por Jesus ao gritar “covil” (Mc 11, 17) e “raça de serpentes” (cf.Mt 23)? A baixa qualidade do espetáculo sempre depende do baixo nível do elenco, ao beirar charlatanismo, curandeirismo, exploração da credulidade pública, ilusionismo mágico.
Em lugar de comunidades, como se vê na Bíblia, massas eventuais, disponíveis a se deixar manipular por emoções fortes de consolo imediato e por líderes e ideologias autoritárias. Orações para agradecer privados interesses satisfeitos e até o fruto da corrupção…
Como arvorar-se em profetas da defesa da vida e arautos de anticorrupção sem humildade para enxergar a trave nos próprios olhos e em casa, e sem misericórdia face ao desespero de quem é mais débil? Por isso não admira que se manipule sem pudor o sagrado valor da defesa da vida e se confunda de propósito defender a vida das mulheres pobres, obrigadas a abortar, com legalização pura e simples do “direito” de abortar; confunda-se “casamento” de homossexuais com “união civil” para garantia de direitos… Em meio a tanta confusão, não é de estranhar que estejamos em plena idolatria a tomar o Nome de Deus em vão, como se fosse ídolo. Ídolo é coisa vã, ilusão, criado em proveito de interesses inconfessados.
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Dom Sebastião Armando, Bispo da Diocese Anglicana do Recife, em artigo publicado no Jornal do Comércio (28 de novembro).
30 de ago. de 2010
As Crônicas de Nárnia [ A Última Batalha ]

"Diga-nos quem é e o aconteceu com você", pergunta Jill, um humano 'salvo' que se reuniu com o rei Pedro, o rei Edmundo e a rainha Lúcia. Assim, Emeth inicia sua longa história: "... sempre, desde que era um menino, tenho servido a Tash, e meu grande desejo era conhecê-lo mais e mais... Mas o nome de Aslam eram odioso para mim." Ele então descreve os eventos da batalha final entre as forças do mal de Tash e os seguidores fiéis de Aslam. Finalmente, ele compartilha sua surpresa ao se encontrar no novo mundo — face a face com Aslam:
"O Glorioso abaixou sua cabeça dourada e tocou minha fronte com sua língua e disse: 'Filho, você é bem-vindo.' Mas eu disse: 'Desculpe-me, Senhor, não sou seu filho, sirvo a Tash.' Ele respondeu: 'Filho, todo o serviço que você fez a Tash, conto como um serviço feito a mim...'
"Superei meu temor e questionei o Glorioso dizendo: 'Senhor, é então verdade... que o senhor e Tash são um?'
'O leão rugiu para que a terra tremesse (mas sua ira não era contra mim) e disse: 'É falso. Não por que ele e eu somos um, mas por que nós somos opostos, tomo para mim os serviços que você fez para ele. Por que eu e ele somos de tipos tão diferentes que nenhum serviço que é vil pode ser feito por mim, e nenhum que não é vil pode ser feito por ele. Portanto, se qualquer homem jurar por Tash e mantiver seu juramento, é por mim que ele verdadeiramente jurou, embora não saiba disso, e sou eu quem o recompenso.'
"Mas eu também disse: 'Mas eu tenho buscado Tash durante todos os meus dias.'
'Amado, disse o Glorioso, a não ser que o seu desejo tenha sido por mim, você não teria buscado por tanto tempo e de forma tão verdadeira. Porque todos encontram aquilo que verdadeiramente procuram."
18 de jun. de 2010
Cristo no Mundo
Preciso do caminho no mundo, nas pessoas que são o mundo agindo e interagindo com elas numa fé consumada sim por Ele Cristo na cruz. Foi consumada lá e a cruz foi o ponto de partida por toda extensão de tempo do que foi, daquilo que é e do que há por vir.
Se eu usar Cristo como meu ponto de adoração contínua e incessante de forma inerte sem experiências a todo tempo vou colocá-lo num ponto único e imóvel no tempo. Assim Cristo se torna um
Cristo é consumador da fé e ele é itinerante no tempo e se manifesta a toda a criação. Um ato bom ao próximo é um ato santo. E um ato bom a si mesmo buscando o virtuosismo é um ato bom a Deus.
Ler a bíblia e orar não é ser santo. Viver no mundo cheio de pessoas que não amam e amando todas é ser santo. Por que elas espelham a semelhança de Deus e Cristo esta nelas não parado como
Como eu disse a biblia e a oração são ferramentas. Assim sendo são usuais. E não a fonte essência única da fé. Sendo que a fé é inata e consumada por Cristo.
E através da fé consumada somos santos em Cristo. A fé que vem por ouvir precisa ser dita em interação com o outro que a expressa. No isolamento não há expressão e inspiração de fé.
Em um ambiente que somente se "adora" não tem expressão. A fé e as obras de alguns. São do não faça isso ou aquilo.
"Isole-se determine-se a não faltar aos cultos, leia a biblia e execute sua programação para ESCALADA ao topo dos mais santificados."
Não se pára para ouvir. Creio em Cristo, mas em um intinerante que se manifesta em tudo e todos.
A manifestação da fé é debruçada no mundo e todos os que são o mundo. Fazendo obras boas no amor e graça assim a fé é consumada e toda obra de santidade também é.
4 de jun. de 2010
Deus Livra-me dos Seus Seguidores
Óleo em tela de Eugene de BlaasDeus livra-me dos seus seguidores por que são estranhos devido as suas atitudes contra o mundo que é o lar de pessoas que eles mesmos foram instigados a amar.
Deus livra-me dos seus seguidores irracionalmente emotivos, eles só te seguem como algo que nunca entendem. Sem motivo, razão e circunstância nas coisas que você faz, e com eles trazem a “apaixonite” irritante que os deixam alienados. Essa alienação destes seguidores muitas vezes faz com que eles cometam crimes contra seu próximo ou a si mesmo transformando a graça em desgraça.
Deus livra-me dos seus seguidores que se sentem merecedores do Teu Reino, como se isso fosse um presente dado a eles, uma recompensa por suas boas obras de acordo com uma conduta decorada e condicionada.
Deus livra-me dos seus seguidores que entendem que se eles forem bons seguidores de todas as vírgulas, pontos, exclamações das regras e determinações contidas na lei caduca mal interpretada velha testamentária serão abençoados por você se sentir em débito com eles.
Deus livra-me dos seus seguidores amantes compulsivos das regras eclesiásticas que mesmo não fazendo sentido algum as seguem. Regras que são ditaduras impostas por outros seguidores mais gananciosos, mas que se elevaram como sacerdotes de seus seguidores mais medíocres e instigam que estas regras criadas por eles devem ser cumpridas ao pé da letra com exímio fervor.
Deus livra-me dos seus seguidores que sobrevivem de bajulações e de sacrifícios de santidade. Santidade deturpada que somente os separam da vida e para criarem redomas em volta de si, fazendo com que se isolem de toda a criação que não compactua com a mesma loucura.
Deus livra-me de seus seguidores que tem frases prontas e decoradas passadas de um para o outro numa tradição oral sem sentido. Esses seguidores não têm inspiração para coisas novas ou para pensar por si mesmos e a impressão que fica é de que existe o medo de errar o discurso e falhar na missão de convencer pelo cansaço das mesmas ladainhas.
Deus livra-me de seus seguidores, pois eles não sabem o que fazem e muito menos querem um dia descobrir o que fazer. Nunca vão querer construir um aprendizado e sim somente cumprir o script de um bom seguidor alienado, medroso e frustrado.
Nota: Republicação do texto de 2008 que conta com a percepção do leitor de que há uma grande diferença entre discipulos e seguidores.
28 de mai. de 2010
Fé Sincera
O que é uma fé sincera? Seria a fé padronizada dentro de uma conduta pré-estabelecida dentro do próprio cristianismo?Seria a fé somente sincera se fosse declarada e vivida de acordo com o que diz todo aquele que vive uma religião, ou até mesmo ditada pelos ensinos de seus líderes?
Não creio que seja assim.
Creio que a fé é sincera quando é movida pela consciência pessoal, única e desprovida do que se ouve como concreto. Mas firme na espera das coisas que não se vê e muito menos se ouve da boca daqueles que determinam em que se crer.
A fé movida pela consciência é uma virtude que todo cristão deveria ter, sua motivação em relação à consciência deve ser firme e constante até o fim, afinal essa é uma prática do bem; agir pela consciência.
Ao lermos a carta do Apóstolo São Paulo aos gálatas, entende-se com clareza sua preocupação com os cristãos que ainda viviam presos nos atos sacrificais e ritualísticos da antiga religião judaica.
Aqueles que se converteram ao cristianismo estavam envolvidos na atmosfera de cegueira religiosa judaica, que tinha por característica principal o seu lado simbólico e ritualístico de ser.
Não diferente dos dias de hoje em que, na sua maioria, os cristãos vivem sob influência de leis e não são movidos por sua consciência.
O Apóstolo São Paulo vendo isso escreveu o seguinte pensamento em Gálatas 5:25 "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito”.
Nesta situação vemos a questão inteligível do Espírito, ele está intimamente relacionado com o movimento viver e andar no Espírito, segundo o texto do Apóstolo São Paulo relaciona-se com o mover da razão em si mesma.
O Espírito em sua essência é livre, e a razão uma vez regenerada não pode se prender as paixões dogmatizadas das formas religiosas.




