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1 de out. de 2011

Cinco motivos que tornam a música gospel brasileira de péssima qualidade



1 – Jargões e evangeliques: Dependem muito do mover, unção profética, movimento ou heresia que rola na boca dos profeteiros, pastores, auto proclamados apóstolos e testemunheiros que percorrem as igrejas por ai como uma praga que empesteia as mentes das pessoas usando sistemas, frases de efeito e palavras que chamem a atenção do publico. Por exemplo, as palavras adorador, vitória, adoração, chuva, fogo e por ai vai. Ou seja, muitos só seguem o modismo do momento quando compõem suas pérolas musicais. Escrevem qualquer coisa e colocam uma dessas palavras e está tudo certo eis o sucesso nas rádios.


16 de set. de 2011

5 Expressões mais mal usadas por evangélicos


5 – EXORTAR
Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa “animar, incentivar, estimular”. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio.

4 – LEVITA
Essa morreu no Antigo Testamento. Os Levitas eram descendentes da Tribo de Levi, e eram encarregados de TODO O SERVIÇO no Templo. Mas Levita tem sido usado como sinônimo de músico. Besteira pura! Pra começar a música no serviço levítico era a menor das tarefas. A faxina, organização e carregar peso nas costas, isso sim era a parte mais importante do trabalho. Levando em conta que não somos judeus, não somos descendentes daquela tribo e também lembrando que o Templo não existe mais, então estamos dispensados do serviço levítico. Músico é músico. Ponto.

26 de ago. de 2011

Não Idolatre o seu Líder

Diga-me, o que você diria de alguém que diz que sua denominação é a melhor? Que prega o tal evangelho da prosperidade sem parar? Que sua mensagem tem um foco terreno e na vida financeira somente? Diria que é um falso líder? Que está errado? Mas se eu disser que este homem é o pastor Raul Cavalcante? Ou o Silas Malafaia? Seu pastor ou líder? Essas mentiras passariam a não ser tão erradas assim?  

Acho interessante como a verdade aos nossos ouvidos muda dependendo da fonte, o mesmo vale para a mentira. Isto é, uma mentira contada por alguém que você confia plenamente parecerá verdade, e uma verdade falada pela pessoa errada poderá passar a ser mentira. Por exemplo, você lendo esse texto e sabendo que é de minha autoria pode até criticá-lo e se dar o direito de duvidar, mas se esse mesmo texto fosse escrito pelo pastor Raul, Silas Malafaia, René Terra Nova, aí o panorama muda, você terá um tendência a aceitar sem críticas mais facilmente, pois quem criticará seu próprio líder?

23 de ago. de 2011

Banda larga do governo por R$ 35 começa hoje, sem desconto no modem

Moradores de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, são os primeiros a contratar o acesso à Internet oferecido pelo PNBL; equipamento custa R$ 300.


Começa hoje (23/8) a oferta do acesso à Internet em “alta velocidade” de 1 megabit por segundo a R$ 35 por mês, dentro do Plano Nacional de Banda Larga do governo federal.


22 de ago. de 2011

Os sem-iPad - A "culpa" do que ocorre em Londres não é do consumo


Luiz Felipe Pondé / Folha de S. Paulo


Você sabia que agora existe em Londres o movimento dos sem-iPad? Coitadinhos deles. Quebram tudo porque a malvada sociedade do consumo os obriga a desejar iPads... No passado todo mundo era "obrigado" a desejar cavalos, tecidos de seda, especiarias, facas, tambores, ouro, mulheres... 


Silas Malafaia compara homossexual a traficante e a serial killer

'Somos maioria absoluta neste país'
O repórter Eliseu Barreira Júnior, da Época, perguntou ao pastor Silas Malafaia (foto), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, como ele reagiria caso tivesse um filho ou neto gay. O pastor disse que ia “melhorar” a pergunta do repórter, com uma resposta mais ampla, na qual citou criminosos para dizer o que faria.

Afirmou: “Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse traficante, se algum filho meu fosse um serial killer e tivesse esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz. Daria o Evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não nasceu assim, que é uma opção dele”.

Etiqueta nas redes sociais: saiba como se comportar


Cuidado para não perder a cabeça (Foto: Reprodução) Ter uma vida social na Internet é como ter uma vida social no mundo real. E para uma boa convivência, é preciso que algumas condutas sejam ao menos observadas, mesmo que não seguidas completamente à risca, de acordo com a consciência de cada indivíduo.
 
Não perca a cabeça
Tudo depende, muito, do objetivo da sua presença na rede social. Se você quer ter muitos seguidores e mantê-los, talvez precise se adequar a algumas normas de etiqueta. Mas, basicamente, dá para dizer que só existe uma grande regra: a do bom senso. E ater-se a ela é o suficiente para que você consiga ter uma boa convivência.

20 de ago. de 2011

Documentário Atrás da Porta





A experiência de arrombar prédios e criar novos espaços de moradia das famílias sem-teto do Rio de Janeiro em um documentário que mostra uma série de despejos forçados pelo Estado.

18 de ago. de 2011

Cego é acusado de baixar filme pirata




Elas já processaram crianças, idosos, pessoas mortas – e até gente que nem computador tinha. Mas, agora, as associações de gravadoras e estúdios de cinema dos EUA parecem ter se superado: estão acusando um homem cego de ter baixado ilegalmente um filme, e pedindo indenização de US$ 150 mil. Os advogados das empresas alegam que o filme em questão era pornô (que, em tese, o sujeito poderia ter baixado para ouvir o áudio). O cego, cujo nome está sendo mantido em sigilo judicial, diz que não baixou nada – e que outra pessoa pode ter entrado na rede Wi-Fi da casa dele, que estaria sem senha, e aí feito o download pirata. Que bizarro.

Fonte: Blogs Super 

Padre não casa noiva sem calcinha e depilada





"A melhor religião é a mais tolerante." (Émile de Girardin)

28 de jun. de 2011

A Farsa Moral do Politicamente Correto

Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca

A maior parte das sociedades modernas cultua como valor básico a liberdade de expressão, pela qual todo e qualquer indivíduo pode manifestar publicamente e sem censuras suas opiniões, desde que estas não incitem ao crime. Mas, curiosamente, a chamada liberdade de expressão vai sendo corroída não tanto por dispositivos legais mas por uma mentalidade, uma ideologia que se vai disseminando a pouco e pouco. Eu a qualificaria como a ideologia do “anti-preconceito” e da “não-discriminação”.
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O leitor já notou que, cada vez mais, diversas opiniões ou atitudes a respeito dos mais variados assuntos (culturais, científicos, políticos, sociológicos, até esportivos) são facilmente qualificadas de preconceituosas ou discriminatórias? E em nome da ideologia do “anti-preconceito” e da “não-discriminação” nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado? Policiado socialmente, policiado midiaticamente (se me permitem o termo).
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Pode parecer contraditório, mas essa ideologia – e a mentalidade que ela gera – é ela, sim, profundamente discriminatória e cerceadora do direito de expressar idéias, em relação a todos os que não professam seus valores, ou melhor seus contra-valores.
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Furor “não discriminatório”
Faça um teste! Dê, por exemplo, uma opinião contrária ao “casamento” homossexual, à adoção de crianças por “casais” homossexuais, ou formule um julgamento moral a respeito da homossexualidade e logo verá as patrulhas do pensamento “não discriminatório” se levantarem com furor, brandindo a acusação de homofobia, um epíteto de contornos mal definidos com o qual se pretende voltar a hostilidade pública contra alguém.

Se essa opinião for dada publicamente, com repercussão mediática, o furor “não discriminatório” subirá vários decibéis e contará com a preciosa colaboração de uma parte considerável do jornalismo engajado, que ampliará esse histerismo ideológico.
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Estamos em presença do pensamento “politicamente correto”, que se tornou verdadeiramente policialesco em relação ao pensamento e à linguagem.

Alvos selecionados

Mas vejam bem, toda esta máquina de indignação tem seus métodos e metas, tem seus inimigos e cúmplices e escolhe os momentos e os personagens alvos de sua inconformidade.
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Há poucos dias Evo Morales, o presidente da Bolívia, em uma de suas investidas anticapitalistas, defendia o “socialismo comunitário em harmonia com a terra”. Em determinado momento, afirmou que o consumo de transgênicos e de frangos alimentados com hormônios femininos causam a calvície, a homossexualidade e a impotência sexual (cfr. Valor e O Estado de S. Paulo 22.abr.2010).
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Era de se esperar que o furor anti-homofóbico explodisse internacionalmente. Imagine-se que as afirmações tivessem sido proferidas pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush, um alvo preferencial da mídia “politicamente correta”. A gritaria “anti-homofóbica” teria preenchido os espaços mediáticos, e os leões do pensamento “não discriminatório” teriam rasgado suas vestes em público.
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Mas como a afirmação foi feita por Evo Morales, um membro da grei ideológica onde prolifera a ideologia do politicamente correto e onde o ativismo pró-homossexual tem sua guarida, os protestos foram bem minguados e tiveram um eco diminuto na mídia.

Silencioso marxismo cultural

Ao comentar este e outros episódios, o jovem e brilhante jornalista Henrique Raposo, no semanário Expresso de Lisboa (23.abr.2010) respondeu à pergunta: O que é o politicamente correto?

São trechos desse artigo que hoje quero compartilhar com os que acompanham o Radar da Mídia:
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“I. O “Politicamente correto” é, se quiserem, um silencioso marxismo cultural.
Se o velho marxismo era uma coisa de massas, este novo marxismo é uma coisa silenciosa. O politicamente correto não é uma ideologia coletiva. É, isso sim, uma crença privada. Mas, atenção, é uma crença privada partilhada, em silêncio, por milhões. É um manual de comportamento e de policiamento do pensamento e do vocabulário.
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II. O velho marxismo assentava numa simples dicotomia moralista: havia os “bons”, os operários, e os “maus”, os burgueses. O novo marxismo cultural readaptou essa lógica para a esfera cultural, religiosa e étnica: há o “mau”, o Ocidente branco, e há o “bom”, o resto do mundo não-ocidental. Isto, como é óbvio, gera a farsa moral dopoliticamente correto. Uma farsa que mina o debate das nossas sociedades.
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III. Um exemplo desta farsa: há dias, Evo Morales disse uma barbaridade:
os transgênicos, segundo o Presidente da Bolívia, causam a terrível doença da homossexualidade. Esta declaração, que é um absurdo, não causou polêmica. Os “tolerantes” do costume não reagiram. Se tivesse sido um líder ocidental a dizer semelhante disparate, oh meu Deus, tinha caído o Carmo e a Trindade. Mas como foi um “indígena” da Bolívia, as boas consciências calaram-se. Tal como se calaram perante o racismo de Lula da Silva (“esta crise é da responsabilidade de louros de olhos azuis”) ou perante a ignorância criminosa de líderes africanos (“a AIDS é uma invenção ocidental”). Pior: os “tolerantes” são incapazes de criticar a “homofobia” de Morales, mas já são capazes de me apelidar de “racista” só pelo fato de eu criticar Morales. É esta a hipocrisia vital do chamado “politicamente correto”.”

1 de jun. de 2011

Igreja: como (não) está na Bíblia




Termos que você não encontra na Bíblia:


"Esta é minha igreja"

"Eu vou à igreja"

"Eu sou membro da igreja tal-e-tal"

"Eu pertenço à igreja tal-e-tal"

"Eu frequento a igreja"

"Eu fui aceito no rol de membros dessa igreja"

"Meu pastor"

"Venha para minha igreja"

"Eu troquei de igreja"


Termos que você encontra na Bíblia:


"Todos somos um corpo..." (Ef 4:4)

"Existe apenas um Senhor, uma fé, um batismo,..." (Ef 4:5)

"Sempre se mantenham unidos no Espirito Santo..." (Ef 4:3)

"Vocês são membros da família de Deus" (Ef 2:19)

"Pois como membros de um corpo, todos vocês foram chamados para viver em paz..." (Col 3:15)"

... pois todos somos membros de um corpo" (Ef 4:25)

"a igreja em Jerusalem", "a igreja em Antioquia" (Atos 11:22; 13:1)

"sigamos as coisas que servem para a paz (na igreja)" (Rom 14:19)

"Cristo e a igreja são um" (Ef 5:32)

30 de mai. de 2011

Para que Igreja ?


Por Reinaldo Rodrigues

A idéia de igreja surge com a finalidade primordial de domesticar o homem, impor-lhe objeções e dirigir seus passos em nome de deus, fazendo oposição aos mais íntimos desejos do homem de forma que o mesmo sinta vergonha e remorso de ser o que é, e a todos quantos se opuseram foram chamados de herege e se não foram banidos foram mortos, desde então a igreja assumiu o status quo ao qual são submetidos milhares de pessoas ao redor do planeta.

A salvação esta submetida a uma série de preceitos que vão além da fé na morte de Jesus pelos pecados do homem, são cursos, crismas, encontros, doutrinas que são necessárias para o atestado final de que a pessoa passou pela lavagem cerebral e esta totalmente domesticada, aponto de crer que um dia é mais ou tão importante quanto o sacrifício salvívico de Cristo na cruz, outros criam dogmas como da transubstanciação, de orar somente ajoelhados ou de véu, outros proíbem isso ou aquilo, há também os que liberam tudo, uma verdadeira desordem capaz de manter os encarcerados cheios de dúvida o que os obrigam a ficarem onde estão e a defenderem com unhas e dentes o que lhes foi ensinado.

Pastores, líderes, bispos, evangelistas, presbíteros, padres, reverendos, papas, acabaram se tornando verdadeiros proprietários da vontade de muitos que não dão um passo se quer sem consultar a esses homens, afinal em suas mãos estão a autorização para ser feliz, eles dizem quando e com quem namorar, quando e com quem casar, dão consultoria financeira e empresarial, administram muito mal a vida familiar de seus fieis, pois e ai que reside o calcanhar de Aquiles de todas essas denominações, o casamento é a grande janela que mostra ao mundo o que é realmente a igreja, o que sem dúvida é muito diferente dos cultos, missas e mega celebrações produzidas a custo de muito dinheiro e entretenimento gospel que distribui muito dinheiro aos “levitas” do nosso tempo.

A igreja não é parte do projeto de Jesus que na sua essência sempre foi a instauração do Reino de Deus entre os homens. “...Venha nós o teu reino...”

Diante da mulher samaritana Jesus deu-nos uma idéia clara de que não é importante TER uma igreja, de nada vale mostrar orgulho em ser CATÓLICO ou EVANGÉLICO , o Mestre sempre fez questão de mostrar que o importante é SER, ser um fiel representante do REINO DE DEUS, um reino onde o importante é o AMOR, o RESPEITO, o AUTRUÍSMO, a VERDADE, o COMPANHERISMO, a HUMILDADE, a SIMPLICIDADE, o PERDÃO, a CORAGEM, valores que estão dentro de nós, mascarados pelo PECADO que insiste em nos manter mortos a despeito da verdadeira vida proposta pelo CRISTIANISMO.

Não é milagre, não é um simples mudar de hábitos, é sim o reconhecimento de que a mensagem de Jesus pode mudar a própria vida, a de nossos semelhantes e de toda humanidade, dessa forma não é exagero dizer que Cristo é a resposta para todos os problemas do homem, mas não basta viver debaixo da insígnia da igreja nomeada pelas suas denominações e diversidades é preciso sim CORAGEM PARA SER COMO JESUS, RESPONDER AO MUNDO COMO JESUS RESPONDEU SEM ESCONDER O QUE ERA E NO QUE CRIA.

E isso é muito mais do que ser: CANÇÃO NOVA, CATÓLICO, CARISMÁTICO, ASSEMBLEIA DE DEUS, PRESBITERIANO, LUTERANO, BATISTA, METODISTA, IURD, COMUNIDADES AFIM, E TANTAS OUTRAS LOUCURAS QUE SE DIZEM IGREJA DE CRISTO, igreja que Ele nunca fundou.

Sola Gratia

[Fonte] Novo Começo

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LOZ: Achei o texto pertinente e útil como exortação a quem congrega (eu congrego). Mas claro que sempre deve ser entendido e não sub-entendido que a Igreja como ajuntamento do corpo terá problemas tanto emergentes como institucionais. Afinal, qualquer ajuntamento de pessoas é falho justamente por ser constituido de pessoas, que naturalmente erram quer sejam batistas, presbiterianos, metodistas, pentecostais e afins.

A igreja é necessária desde que se proponha a transformar o local onde está, integralmente. Toda forma de poder só é validada verdadeiramente na forma do serviço (mordomia).

Espero que tenhamos maturidade para criticarmos o que realmente merece e que ainda não nos tornemos reféns da critica.

Contudo, se queremos mudar alguma coisa na periferia de nossa aldeia eclesiastica que comecemos pintando-a com tons de vida.

16 de mai. de 2011

Onde a criança dorme: um mundo diverso de Imóveis


Quando o fotógrafo James Mollison foi convidado para fazer um projeto sobre direitos das crianças, ele encontrou-se a pensar de volta em seu quarto de infância e a importância profunda que desempenhou na sua criação. Tomando essa idéia com ele ao redor do mundo, ele fotografou uma parte diversificada das crianças e os quartos que eles chamam de casa. Suas imagens em movimento retira as crianças do seu ambiente familiar, mostrando-lhes antes um fundo neutro que mais esconde do seu estatos economico, como se dissesse "as crianças são apenas crianças."Só quando o quarto é observado, porém, o escopo completo de sua vida torna-se pacientemente claro. Onde a criança dorme, um belo livro de capa dura com 112 fotografias.













[Fonte] Visual News

9 de mai. de 2011

Uso e Abuso da Religião



“NÃO PRONUNCIARÁS EM VÃO O NOME DO SENHOR” (Dt 5, 11)


Os últimos dias nos levam de volta a esse mandamento. Assistimos a cenas que imaginávamos já sepultadas no túmulo da história. Quando a certa gente já não parece tão “moderno” ser religioso e muito menos fiel obediente a rituais e preceitos de Igreja, tidos por retrógrados e autoritários, vem o inesperado.

Candidatos piedosamente em cultos, a buscar companhia e “conselhos” do clero, com a Bíblia para alcançar a sabedoria de Salomão, com devoção à corda do Círio de Nazaré, de manhã na missa, de tarde no culto, sem deixar de passar de noite pelo terreiro para tomar o passe, mas sem se recusar a carregar a imagem “aparecida”, sem se descuidar, porém, de “abençoar” os fieis com outras nossas senhoras, que é bom não desprezar nenhuma, pois nunca se sabe das disputas de poder no céu. Parecia até personagens de Guimarães Rosa, garantindo bênçãos de todos os lados, uma só não basta.

Doutro lado, vimos, com espanto, bispos e padres católicos e pastores evangélicos a espalhar folhetos às toneladas. Já estávamos até habituados a conselhos mais pedagógicos, discretos e sutis, com argumentos bíblicos consistentes e análises sólidas e respeitáveis da realidade do país, como aquelas da Campanha da Fraternidade a cada ano.

Desta vez, porém, o espetáculo foi lamentável. O papel de liderança religiosa sofreu em respeitabilidade, baixou de nível. Já não se tratava de ajudar fieis e a sociedade em geral, de forma séria e desapaixonada, a refletir com lucidez e responsabilidade sobre projetos políticos em debate e padrões éticos. (Em)prestaram-se a servir de cabos eleitorais. Como se de repente, dos subterrâneos do Estado, que se quer laico e democrático, brotasse erupção de raivosos instintos teocráticos.

Quem sabe, esse comportamento é só sintoma de “algo de podre no Reino da Dinamarca”. Religião e Igreja parecem cair na vala comum do “mercado” que degrada a fé a mercadoria, espetáculo rentável, junto da Bíblia entronizado o número da conta bancária (qual das duas a mais importante?). Estaríamos longe da situação exorcizada por Jesus ao gritar “covil” (Mc 11, 17) e “raça de serpentes” (cf.Mt 23)? A baixa qualidade do espetáculo sempre depende do baixo nível do elenco, ao beirar charlatanismo, curandeirismo, exploração da credulidade pública, ilusionismo mágico.

Em lugar de comunidades, como se vê na Bíblia, massas eventuais, disponíveis a se deixar manipular por emoções fortes de consolo imediato e por líderes e ideologias autoritárias. Orações para agradecer privados interesses satisfeitos e até o fruto da corrupção…

Como arvorar-se em profetas da defesa da vida e arautos de anticorrupção sem humildade para enxergar a trave nos próprios olhos e em casa, e sem misericórdia face ao desespero de quem é mais débil? Por isso não admira que se manipule sem pudor o sagrado valor da defesa da vida e se confunda de propósito defender a vida das mulheres pobres, obrigadas a abortar, com legalização pura e simples do “direito” de abortar; confunda-se “casamento” de homossexuais com “união civil” para garantia de direitos… Em meio a tanta confusão, não é de estranhar que estejamos em plena idolatria a tomar o Nome de Deus em vão, como se fosse ídolo. Ídolo é coisa vã, ilusão, criado em proveito de interesses inconfessados.


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Dom Sebastião Armando, Bispo da Diocese Anglicana do Recife, em artigo publicado no Jornal do Comércio (28 de novembro).

27 de jun. de 2010

Eu Não Evangelizo !


Se evangelizar é encontrar uma pessoa na rua e com toda cara de pau dizer "Jesus te ama" e dar as costas, eu não evangelizo.

Se evangelizar é tocar hino nas praças e ir para casa se achando o máximo, eu não evangelizo.

Se evangelizar é ir numa marcha para fazer propaganda de igreja e cantores, eu não evangelizo.

Se evangelizar servir para arrastar pessoas para igreja quando tem festinhas com comida e montar esquemas para ela se sentir bem-vinda somente naquele momento, eu não evangelizo.

Se evangelizar é entregar folhetos que serão jogados no chão e criará mais sujeira nas ruas, eu não evangelizo.
Se evangelizar é pregar com base para embutir culpa nas pessoas bombardeando-as com idéias de pecado e conseqüentemente o inferno para os maus e céu para os bons, eu não evangelizo.
Se evangelizar é convencer as pessoas a se protegerem do mundo dentro de uma igreja que acaba se tornando um bunker contra toda guerra espiritual e ofensivas do diabo, eu não evangelizo.
Se evangelizar é sistematizar o Evangelho, eu não evangelizo.

Agora se evangelizar é caminhar junto, estar presente na vida das pessoas, ser ombro amigo, chorar e rir em vários momentos, então eu creio que eu evangelizo.
Afinal entendo que o maior evangelismo de Cristo, foi estar ao lado, foi comer junto e presenciar toda a aflição e alegria do teu próximo.
Creio que evangelizar é sinônimo de relacionamento. O verdadeiro evangelho não é feito de seguidores e sim de amigos.

Portanto, se evangelizar é partilhar o pão nosso de cada dia, eu evangelizo.

30 de abr. de 2010

As Mentiras de Davi Silva e Nossas Atitudes


Mantenho o que foi dito no começo do ano; nós do Lion of Zion não vamos focar nossos textos nos criticáveis e polêmicos ícones evangélicos. Mas algo que vi logo no começo da sua divulgação através do Orkut e blogs que eu acompanho ainda está no meu pensamento.

Estou falando do caso do Davi Silva e a confissão de suas mentiras, algo que me fez meditar bastante. Não por sua atitude ou sobre aquele que erra e se arrepende. Sendo que sobre essa pessoa que se declara arrependida não cabe a eu criticar, julgar ou decretar qualquer grau de verdade em seu arrependimento; mesmo quando o ato é feito de um jeito cômodo através de uma câmera na espera da velocidade virtual para correr pelo mundo.

Não posso participar da insanidade de medir a verdade e a consternação dos outros. Excluo-me deste tipo de avaliação e deixo para aqueles que em nenhum dia de suas vidas mentiram e que ainda pararam definitivamente de mentir para os filhos, mulheres e pais (como queria ter uma câmera na mão para confessar minhas “mentirinhas” para as pessoas que amo).

O que quero e sei que posso avaliar são:

1) O Senso Comum Cristão

2) O Comércio da Graça

3) O Narcisismo Espiritual

Estas são atitudes do nosso cotidiano cristão.

1) O Senso Comum Cristão - toda está situação demonstra o quanto o cristianismo está enrijecido em dogmas empedernidos, cerimoniais vazios e uma ortodoxia verbal debruçada no senso comum. Este senso comum nos faz crer em pastores infalíveis e acima de qualquer questionamento. Os protestantes não têm um só papa, mas vários. Acreditamos que os obreiros devam ser irrepreensíveis e confundimos o termo com infalibilidade e perfeição plena; por conseqüência não testamos ou questionamos nem profeta nem profecia. Abastecemos o combustível dos abusos em forma de ditadura, modismo e charlatanismo espiritual. Nosso senso comum triunfalista exige um Cristo super-herói e que seus representantes mais diretos apresentem episódios extraordinárias, testemunhos poderosos e tendências modernas. Davi silva não foi diferente, foi comum igual a todo mundo; oferecendo o que o povo queria Panis et circenses (pão e circo) ao custo da verdade. Nosso senso comum cristão está mudando (pela graça de Deus) e estamos começando a entender a humanidade dos líderes religiosos e suas possíveis falhas, e essa “abertura” contribuiu de certa forma para que o Davi Silva pudesse promover a verdade, mesmo que depois de mais de dez anos e da maneira mais confortável possível.

2) O Comércio da Graça – dizer que a graça não é de graça é ser redundante, por ser tão real em nosso meio; talvez por quase toda a história do cristianismo ela nunca foi de graça. Podemos lembrar de grandes exceções e lampejos de “gratuidade comum” visto em pessoas como: Dietrich Bonhoeffer, Teresa de Ávila, Ghandi, Madre Teresa de Calcutá entre outros. Davi Silva não foi, não é e ainda não será o único ainda a ganhar dinheiro com testemunhos, congressos, pregações e auto-proclamados dons espirituais. Agora ele declarou o defeito do produto, mas não garante a devolução do produto e o dinheiro de volta. Mas isso é comum, estamos acostumados a consumir produtos de propaganda enganosa que prometem o que nunca foi prometido no Reino pelo Pai.

3) Narcisismo Espiritual – Realmente cremos que ou sabemos tudo ou existem pessoas que sabem tudo do Reino, tudo sobre a graça e até mesmo tudo sobre Deus. Se assumíssemos que nada sabemos estaríamos dando um passo anterior a um conhecimento maior da graça. Estamos criando tendências teológicas, regras de como adorar e um modo único de viver o evangelho através do espetáculo de protagonistas que adotamos como utópicos. Os eventos do Reino podem ser falsificados por narcisismo espiritual, hipocrisia e sensacionalismo (que não passa de meias-verdades). Talvez estejamos nos bastando demais para querermos que outros trilhem um caminho exclusivo de integridade intimidando-os com promessas e testemunhos falsos.

De resto deixo uma frase de Oscar Wilde para pensarmos juntos:

“Há uma espécie de conforto na auto-condenação. Quando nos condenamos, pensamos que ninguém mais tem o direito de fazê-lo.”

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