27 de abr. de 2012
Os vacilantes, falhos e gananciosos homens que tentam barganhar com Deus
16 de fev. de 2012
Oração no Metrô: Estranha ou impactante?
1 de set. de 2011
Eu não sei orar
4 de jul. de 2011
Orar Funciona
13 de jun. de 2011
Nova Ordem Espiritual
“Venha o teu Reino”, dirão de boa vontade todos aqueles que anseiam por melhores dias porque sabem que o Reino de Deus significa a hegemonia de valores que estão faltando nos reinos terrenos. Não se trata de uma revolução violenta visando a transformações políticas e transferência de autoridade civil: trata-se de ume mudança profunda no próprio ser do homem, não importando e tipo de governo do país em que mora, visando a uma transferência de autoridade
moral.
Cada pessoa que faz esta oração tem de sentir que é preciso começar por ela mesma para conseguir qualquer coisa. Mais justiça, mais paz, maior elevação moral, tudo depende de cada um.
“A sede do Reino a que se refere Jesus é o coração: “…Interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus respondeu-lhes Jesus dizendo: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo ali: porque eis que o Reino de Deus está dentro de vós”. (Lc 17:20-21).
O Reino de Deus é, pois, alguma coisa que transcende as limitações de tempo e espaço.
No sermão que o Mestre proferiu sobre o Reino de Deus, conhecido como o Sermão do Monte, o centro em torno do qual giravam as idéias pregadas era: “Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça e todas as demais cousas vos serão acrescentadas”.
Nesse sermão aparecem as características daqueles que fazem parte do Reino que Jesus veio implantar aqui na terra. Estão enumeradas nas famosas bem-aventuranças: a humildade, a aspiração da justiça, a misericórdia, a pureza de coração, o ânimo pacífico.
Os direitos de cidadania nesse Reino são adquiridos mediante um processo muito simples que, entretanto, nenhum dinheiro pode comprar: o novo nascimento. Para encontrar a vida eterna — o prêmio natural da entrada no Reino — “é necessário nascer de novo”, disse Jesus.
Cousa muito diferente de simplesmente repetir de vez em quando “Venha o teu Reino” é viver de conformidade com essa aspiração, ser cooperador de Deus, como dizia o apóstolo São Paulo.
Oxalá o leitor forme no número daqueles que cooperam com o Reino de Deus para o estabelecimento de uma era de paz e felicidade, quando os homens se sentirão todos irmãos, porque terão a Deus como o Pai Celestial, e o seu mais espontâneo impulso será harmonizar as duas vontades, a divina e a humana, com a primeira por padrão.
25 de mai. de 2011
Devoção
"Devemos nos preocupar particularmente em seguir o preceito evangélico nos recomenda entrar no quarto e fechar a porta para orar ao nosso Pai.
Eis como cumpri-lo:
Oramos em nosso quarto quando afastamos inteiramente nosso coração do tumulto dos pensamentos e das preocupações; numa espécie de colóquio secreto de amizade muito suave, revelamos ao Senhor os nossos desejos.
Oramos com a porta fechada quando invocamos, sem descerrar os lábios, aquele que não leva em consideração as palavras, mas olha para o coração.
Oramos em secreto quando falamos com Deus somente pelo coração e a concentração da alma, e manifestamos só a ele nossas disposições, de tal modo que as potências adversas não possam adivinhar sua natureza. Tal é a razão do profundo silêncio que se deve guardar na oração. Nossas preces devem ser freqüentes, mas curtas para evitar que, caso se prolonguem, o inimigo tenha a possibilidade de insinuar a distração."
10 de abr. de 2010
Oração, Silêncio e Súplicas em Branco

Os judeus veneravam Deus com sacrifícios de animais. Caráter do qual refletia o senso comum de que para a veneração ser recebida e ouvida tinha de custar algo.
Quando o sentimento religioso fundamental não faz parte da nossa súplica, mas a gratidão. Entendemos que a oração não é só sobre algo que não temos, mas iremos entender também que a oração é a respeito do que temos e recebemos sem merecer.
Às vezes parece que o silêncio parece constituir a única resposta a oração. Mas o silêncio não significa esquecimento. Todas as súplicas que nasçam do espírito obtêm respostas. Todas...
Mas quando uma súplica fica temporariamente em branco, isso é um prenúncio freqüente de uma resposta que enchera em seu devido dia, um espírito enriquecido no crescimento do entendimento da graça.
3 de abr. de 2010
Você é Aceito!
A graça nos atinge quando estamos em grande dor e desespero. Ela nos atinge quando andamos pelo vale sombrio da falta de significado e de uma vida vazia...
Ela nos atinge, quando ano após ano, a perfeição há muito esperada não aparece, quando velhas compulsões reinam dentro de nós da mesma forma que têm feito há décadas, quando o desespero destrói toda alegria e coragem. Algumas vezes naquele momento uma onde de luz penetra nossas trevas, e é como se uma voz dissesse:
Você é aceito. Você aceito pelo que é maior do que você, o nome do qual você não conhece.
Não pergunto pelo nome agora; talvez você descubra mais tarde.
Não tente fazer coisa alguma agora; talvez mais tarde você faça bastante.
Não busque nada, mão realize nada, não planeje nada.
Simplesmente aceite o fato de que você é aceito. Se isso acontece conosco, experimentamos a graça.
30 de mar. de 2010
Evangelho Experimentado
Algumas pessoas são teóricas; outras são práticas. As primeiras explicam os procedimentos, mas muitas vezes não conseguem fazer. As outras fazem, mas não conseguem teorizar a prática ou ensinar o que fazem.
Cristo não levantou teorias, não escreveu e fez discípulos vivendo entre todos os que de forma pratica viviam a vida.
Será que Jesus Cristo só sabia escrever no chão?
Cristo era a prática o Verbo (ação e exemplo), escrever seria a teoria de uma prática que questionaríamos hoje. Tudo que é expresso de maior ensinamento por Cristo é a prática do amor a Deus e amor ao próximo e isso e nada mais que isso é o suficiente para dar divindade ao Verbo que cumpriu todos os mandamentos escritos na pratica do amor. E isso serve de exemplo quando damos muito mais valor à peculiaridade normativa da letra que muitas vezes mal posta mata fazendo-a tomar lugar da prática do amor.
A prática do amor diário me faz crer no Cristo Ressuscitado. Crer na divindade e também muito na humanidade de Cristo que o tornou um exemplo possível de sucessão procedente Dele.
Sem a teoria escrita pelo próprio Cristo a comunidade cristã que se desenvolveu ao redor das lembranças que tinham de Jesus, e que surgiu em sociedades bem diferentes daquela da qual ele mesmo era parte, teve de construir novas interpretações a respeito de quem era e o que havia dito e feito Jesus.
Não creio que essa conseqüência tenha sido prejudicial, nunca fomos autômatos e tolhidos de fazer interpretações. O exemplo e a prática de Cristo sem a teoria escrita observada e somente seguida nos permitiram isso.
O infeliz contratempo do amanhã é que os homens se tornem autômatos.
Em um futuro próximo temo que nós não vamos mais pecar por que decoraremos a teoria escrita e nos apegaremos apenas a letra e a letra nos matará arrancando nossa alma e autarquia fazendo de nós autômatos.
Poderíamos tanto entender que pela “vida vivida" o pecado simplismente é conseqüência da de nossa negligência. Se entendessemos isso vivenciaríamos a experiência e necessidade de nossos próprios dias, nossas aflições e alegrias revertendo tudo em favor do próximo.
Se eu negligenciar o amor, o aprendizado, o convívio com as pessoas e ainda negligenciar o reconhecimento dos meus próprios defeitos a conseqüência será a super idealização do que é errado e do que agride o meu próximo.
Sendo que entendo que o pecado não brota de coisas que pré-determinaram como pecado, mas sim creio que o pecado brota na consciência de forma individual e transmitido num ciclo interpessoal.
A escrita é importante assim como as teorias debruçadas nela, mas evangelho é prática, é teoria sintetizada na graça, é aprofundamento de relações, é coragem para viver a vida, é suportar a injustiça do mundo de peito aberto e sem fuga.
A escrita tem valor quando somos cartas vivas de letras transcendentes da covardia, dos regulamentos, do julgo e de todo convencionalismo.
A escrita não deve ser regra de fato e sim interpretação, experimento imprimido pelos que sofreram as mesmas dúvidas, perseguições e medos no passado e que nós mesmos passamos , e que destas coisas pela Graça tiramos lições de como suportar o que nos aflige sem que isso seja uma fórmula básica, simplista e metricamente apropriada.
Contudo que a escrita sirva para nós não como um martelo pronto para afundar cabeças e contrair cérebros, mas que ela seja inspiração muito mais do que poética, muito mais do que sincrética, muito mais do que dogmática.
O evangelho é acima de tudo prática não normativa, legalista ou engessada. Simplesmente viver, visitar um amigo, rir, ir onde seu amigo precisa de você, amar, estar onde você precisa estar juntando o que foi espalhado.
14 de mar. de 2010
Deus Não Tem Inimigos!

Os homens são hábeis manipuladores da verdade. Um pai pode se sentir aflito com as loucuras do filho, mas nunca cobiçaria condená-lo a um mal permanente.
Os manipuladores da verdade aspiram que Deus consista em ajuizar e punir de imediato os que não acedem aos mesmos princípios caducos e cismas populares. Se esse anseio fosse concreto significaria que uma parte da criação teria escapado do amor e das mãos do Pai.
Posso asseverar que quem aspira por um Deus justiceiro não distingue ao Pai de suas próprias obrigações e conhecimentos morais em relação ao que é Eterno e que só provem Dele.
Deus não tem inimigos e por implicação não fomos instituídos para sermos merecedores do inferno.
Coisa nenhuma é merecida tudo foi criado e dado por Ele. Muitos dos nossos critérios de méritos celestes e deméritos diabólicos fazem parte do nosso próprio senso de justiça.
A graça é imerecida e analogamente o inferno é imerecido. Uma reta justiça não é medida por méritos e deméritos temporais e manuseáveis. A justiça divina é reta pela imerecida graça e pelo amor que nos atavia no caminho dos homens de consciência.
Deus não tem inimigos e quem colaciona tempos passados, tradições orais e guerras territoriais passadas, presentes e futuras com essa máxima não compreende a graça e toda a sua afluência nos homens de todas as épocas.
Os que crêem no “justiceirismo” divino são como o irmão mais velho do pródigo, os que invejam aqueles que chegam depois e se assentam imerecidamente à mesa com o Pai, invejam o lugar que criam ser deles por direito. O pródigo que experimentou a injustiça do mundo sendo roubado em sua inocência aprendeu com a experiência e deu a prova do seu aprendizado voltando ao Pai.
O irmão mais velho espera a inimizade e conseqüente condenação como forma de satisfazer o seu princípio de justiça. Este nunca será acolhido por que Deus não tem inimigos e não admite quem os tem.
29 de out. de 2009
A Irrelevância Cristã
*Eugene de Blaas , óleo em tela*Observo as questões levantadas e não sinto a mínima vontade de comentar, interagir sobre seus assuntos, dilemas e esperanças. São questões que me parecem tão irrelevantes e tão banais.
Vejo as pessoas querendo buscar um olhar diferente de Deus ou somente chamar a atenção de um ser que dentro da fé que eles mesmos confessam é onisciente. Diante disso me calo e ignoro, ou pelo menos tento.
Vomitar toda a teologia já é irrelevante, mesmo que está teologia vá de encontro ao mais profundo teólogo póstumo ou a era pentecostal e suas estranhezas.
Pensar num cristianismo pragmático onde tudo deve ser pesado, pensado e posto em prática se tornou um discurso tão irrelevante por causa da banalidade de querer ser o melhor cristão do mundo que se equipara às questões rotineiras como decidir a roupa (ou no caso máscara e fantasia) que irá vestir.
Realmente é pura banalidade e irrelevância querer ser visto por Deus dentro do cristianismo. Digo isso pelos dogmas e divergências que existem mais de dentro para fora do que de fora para dentro.
Afinal se existe um Deus pessoal e onisciente por que no meio do aglomerado de pessoas pedintes, em meio a gritos e histerias de uma demonstração bisonha de um falso poder tentamos chamar sua atenção?!
Apesar de que creio serem irrelevantes as questões que trazem a pauta a unidade dos segmentos cristões e suas idéias, regras, liturgias e dificuldades. Afinal o cristianismo nunca será uníssono, pois ele foi feito, e é praticado por pessoas que são tão diferente entre si que nunca chegarão à utopia desejada e tão sonhada por alguns.
"Creio serem irrelevantes as questões da cristandade por que somos crianças brincando de ter um “deus boneco de pano” que está pronto para tratar as nossas carências da maneira mais útil a nós mesmos. O problema é que existem tantas outras crianças com seus “deuses bonecos poderosos” desejosos para si e somente para si o que você que se acha único quer. "
E nisso há o conflito que será ganho pela criança que tem o boneco mais armado pela sua “fé”.
São irrelevantes as nossas questões por que somos os peseudo-intelectuais-teologos de uma fé enlatada, rotulada posta numa prateleira duma loja gospel esperando o próximo movimento cristão que possivelmente será chamado de revelação profética, avivamento ou novo movimento cristão. Sendo que na verdade só existe a inércia daqueles irrelevantes cristãos que brincam de ter “deus” e são empurrados pelos que vem de trás e querem ser os primeiros.
Quando eu quero as respostas mais relevantes dentro do contexto cristão, simplesmente desligo meu computador, fecho minha bíblia, tapo meus olhos e ouvidos, cesso de falar e vou viver lá fora onde as pessoas que também vivem estão.
Então não me procure dentro de um segmento religioso que não irá me achar sentado buscando a atenção de um ser divino.
Vou lá fora viver no mundo que Deus criou e está.





