8 de dez. de 2012
Comparações: O Catecismo de Heidelberg, a Confissão Helvética e a Confissão de Westminster
16 de fev. de 2012
Dica de Leitura: “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”
Quando estiver em Minas Gerais, aproveite para conhecer a obra sacra de Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho. Vale lembrar que esse homem, portador de deficiências terríveis, que o faziam andar de joelhos e esculpir escondido, para esconder suas chagas, praticamente um monstro, superou tudo isso e criou uma obra marcante. Ah, vale lembrar também que ele nunca existiu. É um produto de ficção de um historiador picareta.
19 de ago. de 2011
36 argumentos para a existência de Deus. Ou contra...
Em entrevista ao site de VEJA, a "ateia com alma" Rebecca Goldstein critica o radicalismo de crentes e descrentes e comenta seu novo livro, uma saborosa "cilada" para os fanáticos de ambos os lados
"As pessoas religiosas têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal, o certo e o errado"
9 de ago. de 2011
A busca de Isaac Newton por 'código da Bíblia' sobre o fim do mundo
Pai da física moderna realizou estudo detalhado do livro do profeta Daniel e do Apocalipse. Cientista relacionava profecias com história política e religiosa da Europa até sua época.Confissões Agostinianas
4 de jul. de 2011
O Evangelho Maltrapilho
Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de “Boa Nova” se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos?
Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus poderia ser acuradamente chamada de “Nova”, já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de “Boa”, com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?
30 de jun. de 2011
8 de jun. de 2011
Jesus: Deus, Mentiroso ou Lunático - Cristianismo Puro e Simples - C.S Lewis
Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia.
Entre seus clássicos se encontram:
- Cristianismo Puro e Simples
- O Problema do Mal
- Cartas do Inferno
- Os Quatro Amores
- Surpreendido pela Alegria (Autobiografia)
Foram vendidas mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos por Lewis, os quais foram traduzidos para mais de 30 línguas, incluindo a série completa de Nárnia para a língua Russa. Entre 1996 e 1998, quando foi celebrado o seu centenário, foram escritos cerca de 50 novos livros sobre sua vida e seus trabalhos, completando mais de 150 livros desde o primeiro, escrito em 1949 por Chad Walsh: "C. S. Lewis: O Apóstolo dos Céticos". É respeitado até pelos que não concordam com a sua abordagem, inclusive dando nome a um asteróide denominado 7644 Cslewis descoberto em 4 de novembro de 1988 por Antonín Mrkos.
Fonte (Wiki)
3 de jun. de 2011
Pequeno Tratado das Grandes Virtudes
Para isto, talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer, ou ser, ou viver, e medir com isso, pelomenos intelectualmente, o caminho que daí nos separa. Tarefa modesta, tarefainsuficiente, mas necessária.
Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres), e alunos precisam de livros; é por isso que eles às vezes escrevem livros, quando os que têm à mão não os satisfazem ou sufocam. Ora, que livro é mais urgente, para cada um de nós, do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse, na moral, do que as virtudes?
Assim como Spinoza, não creio haver utilidade em denunciar os vícios, o mal, o pecado. Para que sempre acusar, sempre denunciar?
É a moral dos tristes, e uma triste moral. Quanto ao bem, ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações, que excedem todos os livros, e das boas disposições, também elas plurais, mas sem dúvida menos numerosas, que a tradição designa pelo nome de virtudes, isto é (este é o sentido em grego da palavra arete, que os latinos traduziram por virtus), de excelências. O que é uma virtude?
É uma força que age, ou que pode agir. Assim a virtude de uma planta e de um remédio, que é tratar, de uma faca, que é cortar, ou de um homem, que é querer e agir humanamente. Esses exemplos, que vêm dos gregos, dizem suficientemente o essencial: virtude é poder, mas poder específico.
A virtude do heléboro não é a da cicuta, a virtude da faca não é a da enxada, a virtude do homem não é a do tigre ou da cobra.
A virtude de um ser é o que constitui seu valor, em outras palavras, sua excelência própria: a boa faca é a que corta bem, o bom remédio é o que cura bem, o bom veneno é o que mata bem...
Pequeno tratado das grandes virtudes. pág 4. Sponville
Argumentações de Brejeiro ante ao Ceticismo Aberto

Bem, considerem-se ao redor da fogueira experimentando um guisado de enguias com batatas. A paisagem ao lado é a charneca de Etin ao norte de Nárnia e essa cabana simples pertence ao nosso ilustre personagem: O Brejeiro.
Brejeiro é um personagem do livro “A Cadeira de Prata” de C.S. Lewis, a 6° Crônica de Nárnia. Meu fascínio por esse personagem começou com a primeira leitura que fiz deste livro, logo ele se tornou indiscutivelmente meu personagem favorito de todas as Crônicas. Uma identificação se tornou latente entre a minha personalidade e o peculiar personagem.
As situações que o paulama – nome da espécie a qual Brejeiro pertence – enfrentou durante sua “jornada do herói” eram quase que as mesmas situações que eu tenho de enfrentar em minha “jornada Cristã”. E a maneira como Brejeiro enfrenta essas situações adversas é a mais pessimista (ou realista, como eu prefiro) que se possa imaginar, e por conseqüências o mais cômico possível também.
O ápice desses embates que Brejeiro enfrenta é a discussão final com a Feiticeira Verde. Era incrível a que ponto a genialidade de Lewis poderia chegar, algo que aconteceu comigo por quase todos os dias em que estive na faculdade estava acontecendo alí nas paginas de um livro que “tecnicamente” era para crianças. Obviamente que a questão que era travada por Brejeiro e a Feiticeira Verdade antes de falar a mim, havia martelado na mente do próprio Lewis mais de meio século antes de martelar em minha mente. A questão dizia respeito ao Ceticismo.
Inteiro vocês da questão. O que se passa no momento da história é resumidamente o seguinte: As crianças Jill e Eustaquio estão juntamente com Brejeiro numa jornada em busca de um príncipe a muito perdido. Eles chegam então após muitos perigos a um reino subterrâneo onde os seres lá viventes são monótonos e praticamente não esboçam nenhum traço de alegria. As crianças e o paulama encontram o príncipe e o libertam de um terrível feitiço posto pela rainha daquele mundo, a Feiticeira Verde.
O que é mais interessante de se notar é que o feitiço dessa rainha é mais que algum componente mágico maléfico, seu principio ativo é o Ceticismo.
Mesmo depois de já terem ajudado príncipe Rilian a se libertar da mentira que o cativava na cadeira de prata e de todos saberem de sua maldade e sagacidade a Feiticeira Verde tenta novamente enfeitiçar Rilian e conseqüentemente Jill, Eustaquio e Brejeiro.
Com a ajuda de um pó mágico verde que subia da fogueira que inebriava os presentes no salão e tocando uma musica monótona em um bandolim – que também atrapalhava o raciocínio – a Feiticeira persuade seus alvos de que nada existe além do mundo triste e escuro que ela governa. As tentativas das crianças de dizerem que já estiveram no outro mundo, onde havia sol, florestas e céu azul eram taxativamente rechaçadas pela Feiticeira que acusava as crianças de estarem sonhando acordados, ao mesmo tempo que, dizia que imaginar esse tipo de coisa era para crianças pequenas e que eles já eram “grandinhos” demais para crerem nesse tipo de bobagem.
Quando as crianças citavam o sol, a Feiticeira as acusava de devaneios, pois elas apenas estavam vendo o lustre e imaginando por conseqüência um lustre gigantesco que iluminasse todo o céu, por conseqüência esse lustre não poderia existir pois seria apenas um aumentativo imaginário de um pequeno lustre que realmente existia.
As crianças caíram no feitiço e logo concordavam com a bruxa que na realidade não existia um outro mundo e não havia sol, pois o conceito de sol não passava de um sonho a respeito da lâmpada no teto do castelo, que realmente existia. É interessante como nesse ponto Lewis diz que era um “alívio” para as crianças e para Rilian admitir que o sol não existia e por conseqüência concordar com a bruxa. Nesse “alívio” temos claramente a experiência de Lewis quando no auge de sua juventude se sentiu aliviado ao se declarar Ateu, obviamente o “alívio” vem do fato de que ceder ao feitiço do ceticismo dê um aparente “descanso” a mente que se encontra conflitante, porém é mais claro ainda como essa desistência e esse “alivio” tem um preço caro a ser pago adiante.
Eustaquio cita então num ultimo esboço de sanidade Aslam, o Leão que no mundo de Narina é a figura da Divindade Messiânica, o mesmo argumento do sol é usado de novo pela bruxa que diz que o leão não passa de um gato visto pelos garotos em seu “mundo real” e potencializado em leão pelas crianças em um “mundo imaginário”. Dessa forma as crianças e Rilian cedem totalmente ao feitiço do ceticismo e já parecem não mais crer em coisas que um dia foram tão reais em suas próprias experiências de vida. Este é o poder do ceticismo na vida do cristão, ele pode ludibriar nossa mente cauterizando nossa consciência a ponto de negarmos nossas próprias experiências pessoais com Deus. As crianças negaram um mundo do qual elas mesmas pessoalmente haviam feito parte.
A Feiticeira Verde só não contava com o pessimista Brejeiro. Pessoas pessimistas, quase sempre, estão prontas para qualquer situação. Brejeiro toma uma atitude radical quanto ao feitiço ele apaga com os próprios pés o fogo da lareira que espalhava o doce cheiro enebriante, o feitiço perde então a sua força, ao passo que, a terrível dor da queimadura acomete os pés de Brejeiro, porém é essa dor que esclarece seus pensamentos. Quando decide abandonar o ceticismo o homem se submete a uma terrível dor, a de ter certeza de que terá de dar conta de seus atos perante uma força superior, a consciência desse fato retira o homem de sua conduta errante e ausente de sentido e o conclama a uma mudança de vida radical, mas é justamente o temor da descoberta da eternidade que leva a mente do homem a se desvencilhar de todos os feitiços.
Assim, diante de uma Feiticeira desesperada por ter de encarar um ser sóbrio, Brejeiro começa o seu argumento:
“– Uma palavrinha, dona – disse ele, mancando de dor –, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo – árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um Nárniano mesmo que Nárnia não exista. Assim agradeço sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz.”
Dessa maneira Brejeiro destrói o feitiço cético e a bela Feiticeira e Rainha Verde se mostra a serpente sagaz que na verdade sempre foi. Em sua forma real ela acaba por ser finalmente morta. Assim C.S. Lewis através de seu personagem Brejeiro nos apresenta um argumento cabal contra toda a contestação cética que o Cristão verdadeiro encontra por onde quer que passe. A maioria esmagadora dos ateus pensa que o Cristão segue as leis divinas e os preceitos bíblicos simplesmente por temer o inferno. Vários textos bíblicos e o argumento do Brejeiro provam justamente o contrario: o Cristão Verdadeiro tem prazer na Lei de Deus. Não a segue por um temor. A praticaria mesmo se Deus fosse um sonho. Note que Brejeiro é o único que não deixa de crer na existência do mundo de cima hora alguma, porém ao argumentar ele se da o direito de supor a inexistência desse mundo e de Aslam, o que para ele é um absurdo, mas ele compreende que para argumentar contra o cético essa concessão passageira deve ser feita, pois só dessa maneira o cético será destituído de todo seu argumento. O que o ateu argumentará após declararmos que vivemos uma vida baseada em princípios Cristãos não por um medo de punição mas sim pelo prazer em viver dessa maneira? Mais complicada ainda fica a situação do ateu quando dizemos a ele que o “mundo real” dele não basta para nós, pois firmados nos princípios bíblicos nos tornamos maiores que este mundo, pois aquele que esta em nós já venceu este mundo. O mundo em que cremos e que para o ateu não passa de imaginação da de dez a zero no “mundo real” ao qual o ateu se prende quando cria artifícios, os mais diversos possíveis, para se esconder perante a realidade eminente da existência das coisas espirituais.
Estamos dispostos a trilhar por esse mundo de trevas, trilhar no caminho que leva ao Mundo de Cima, pois negar os “prazeres” desse “lugar tão chato” não é para nós prejuízo algum.
21 de mai. de 2011
Capitulo Primeiro: O Inicio da Tristeza e a Caminhada entre Abismos [parte 1]
Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo? Atende-me, ouve-me, ó SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos para que eu não adormeça na morte; Para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários não se alegrem, vindo eu a vacilar. Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação se alegrará o meu coração. Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.
Quando ainda continha em mim muita juventude fui convidado a ser padrinho de casamento de um grande amigo que congregava junto comigo em uma igreja pentecostal pequena da qual lutamos juntos para que crescesse. Na época lembro que, não tinha deixado a idéia de montar uma família florear, lembro que minha ansiedade era trabalhar, estudar e ver até onde eu iria com isso e que a idéia de fundar uma família era por demais atemorizada por que nunca me via preparado, ou mesmo não conseguia conceber alguém para viver a vida integralmente, pois entendia ser impraticável uma família se manter amando-se a vida inteira, afinal minha família se rompeu muito cedo.
Mas regressando ao mote do casamento de meu amigo, lembro que a pregação na cerimônia foi de que era desagradável ao homem permanecer sozinho.
“E minha alma, sem luz nem tenda, passa errante, na noite má, à procura de quem me entenda e de quem me consolará...” Cecília Meireles
Sempre fui só, nunca fui um indivíduo de muitos amigos, mas de escassos amigos sinceros e leais. Nunca fui de ter muitas namoradas e das namoradas que tive algumas vezes as cultivava por mera obstinação ou por algum sentimento que não lembro agora, mas se lembrasse também não saberia como.
Ou seja, jamais amei ninguém e jamais me conheci amado.
“Se as coisas são inatingíveis... Ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora a presença distante das estrelas.” Mario Quintana
Mas a partir desse casamento almejei muito amar alguém para a vida toda mesmo que isso fosse algo muito remoto como estrelas. Mas em uma comunidade de loucura virtual e por idéias espalhadas na rede conheci alguém distante e intangível a não ser pelo toque de vidro de um monitor. Ela era conhecida como Sol, habitava em Recife, Pernambuco bem longe da capital paulista.
Mas a cada toque de teclado, a cada frase interurbana, a cada carta ela me fez experimentar que era admissível eu amar e me experimentar ser amado, e ter um relacionamento de troca intima de sentimentos e especialmente uma união de existência duradoura.
Quando nos vimos pessoalmente no aeroporto da capital paulista me tornei um misto de homem sem jeito com alguém que estava determinado e que sabia que aquela era a mulher da sua vida, afinal como se pronuncia popularmente “toda panela tem sua tampa” e pelo jeito aquela seria a minha.
“Eu quero amar, amar perdidamente. Amar só por amar.” Florbela Espanca
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Ainda continuarei o Capítulo Primeiro. Lembrando que é somente um esboço.
*Para quem não sabe lutamos muito por Davi, meu filho, desde seus sete meses de idade. Descobrimos nessa época que ele tinha um câncer raríssimo em crianças. O grande Golias a ser vencido se chamava Glioblastoma Multiforme localizado no sistema nervoso central. As previsões eram as piores possíveis a melhor delas era a cegueira e o lado esquerdo paralisado. Mas era unânime entre os médicos que estimativa de vida era só de mais três meses.
Mas hoje Davi está com dois anos e curado, foi mais de um ano de choro, luta e desespero avassalador que consumiu minha família.
Com está série de textos quero compartilhar algo que tem muito mais a ver com amor de Pai e filho do que um por que de nossas angustias. Abraço!*
16 de mai. de 2011
Descobrindo Deus - Philip Yancey

"de manhã? Não, não, normalmente toca de noite. Vamos ver, ontem. Ah, sim. Uma mãe com a qual tenho trabalhado me ligou ontem por volta da hora do jantar. Fui para lá na hora e a encontrei no meio do assoalho, com o rosto todo machucado. O marido tinha batido nela de novo. Havia uma garrafa grande com remédios vendidos somente com prescrição ao lado dela no chão, e ela me disse que tinha lutado o dia inteiro para não tomá-los. Duas crianças estavam berrando a plenos pulmões no quarto ao lado. Tinha trazido algumas coisas para comer, então fizemos o jantar, acalmamos as crianças e passamos as duas horas seguintes limpando a casa juntas. Depois disso, estávamos cantando hinos juntas enquanto fazíamos a limpeza.
"Quando cheguei em casa, a canseira baixou. Recebi outro telefonema por volta de meia-noite. Três velhinhas tinham sido trancadas numa casa durante três dias, sem comida. Minha primeira reação foi 'Senhor, estou cansada. Quero ir para a cama'. Mas Jesus disse para amarmos o próximo como a nós mesmos, e se fosse a minha mãe naquele apartamento, eu gostaria que alguém a alimentasse. E então fui direto para a loja...
"Elas moravam no terceiro andar. Levar as compras até o segundo andar me deixou exausta. Mas em algum ponto da escadaria do terceiro andar, foi como se Deus me desse uma injeção de B-12. Entrei e passei três horas com aquelas adoráveis senhoras. Fizemos um banquete no meio da noite. Fiquei tão animada que mal consegui dormir quando cheguei em casa."
E quanto à exaustão? "Bem, com certeza fico cansada, e quando a coisa fica feia eu vou para uma fazenda no norte da Geórgia por uma semana e pouco. Mas Jesus disse para buscarmos primeiro o reino de Deus, e que todas essas coisas nos seriam acrescentadas. E quer saber de uma coisa? Isso é verdade. As vezes acontecem algumas coisas que desencorajam. No ano passado minha casa foi arrombada três vezes. Normalmente sei quem foi — moleques atrás de dinheiro para as drogas. Da última vez foram dois moleques que durante anos eu tentava ajudar. Descobri onde eles estavam, disse-lhes que obviamente não daria queixa e perguntei se poderia orar com eles. Então o melhor de tudo aconteceu. Ouvi da mãe de um moleque que seu filho tinha dito a ela: À dona Adamson deixa a gente intrigado. Eu arrombo a casa dela e ela vem prá gente com um carregamento de comida e uma Bíblia. Isso me incomoda'. Agora, isso não é formidável? Se ele tivesse ido para a prisão, ele sairia de lá tão enlouquecido que nunca conseguiria alcançá-lo para Jesus. Agora ele não consegue tirar Jesus da cabeça!"
Descobrindo Deus - Philip Yancey
pág: 73/74
Onde a criança dorme: um mundo diverso de Imóveis

[Fonte] Visual News

