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22 de ago. de 2011

Silas Malafaia compara homossexual a traficante e a serial killer

'Somos maioria absoluta neste país'
O repórter Eliseu Barreira Júnior, da Época, perguntou ao pastor Silas Malafaia (foto), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, como ele reagiria caso tivesse um filho ou neto gay. O pastor disse que ia “melhorar” a pergunta do repórter, com uma resposta mais ampla, na qual citou criminosos para dizer o que faria.

Afirmou: “Se algum filho meu fosse assassino, se algum neto meu fosse traficante, se algum filho meu fosse um serial killer e tivesse esquartejado 50, continuaria o amando da mesma forma, mas reprovando sua conduta. Meu amor por uma pessoa não significa que apoio o que ela faz. Daria o Evangelho para ele, diria que Jesus transforma, que ele não nasceu assim, que é uma opção dele”.

20 de ago. de 2011

Grupos gays ameaçam entrar na Justiça contra outdoor de evangélicos

Outdoor causa polêmica em cidade do interior de SP (Foto: Silva Júnior/Folhapress)Outdoor causa polêmica em cidade do interior de SP (Foto: Silva Júnior/Folhapress)

Ribeirão Preto terá Parada do Orgulho Gay no próximo domingo (21).
Pastor refuta homofobia porque 'Bíblia está escrita há milhares de anos'.


25 de mai. de 2011

União Homoafetiva, PL122 , KIT Gay – Uma opinião Entre Muitas


Sou usuário assíduo do “tuiter” e com isso sempre recebo “tuitadas” para dar RT no que diz respeito a PL122. Sempre pedem para que eu assine algum abaixo assinado, ou perguntam se eu sou a favor da nova lei (que ainda não foi votada).

O assunto tem sido constante, sempre me pronunciei com poucos “tuites” sobre a questão que para mim era banal até algum tempo atrás. Para muitos eu estava em cima do muro sobre a questão, mas não. Acreditei que estas questões seguiriam seu curso normal seriam votadas e se aprovadas não mudariam em nada o meu cotidiano ou a estrutura da minha família. Afinal, crio meu filho para ser homem, não machão nem especificamente para ser hetero ou homossexual. Eu o crio para ser homem que apregoa o bem e o amor a toda criatura sem exclusões, pois foi essa educação que eu tive.

Mas eu seria hipócrita se dissesse que não ficaria contrariado com um filho homossexual. Afinal, que pai não se projeta no filho. Sou hetero, corinthiano e um “gordo deitão” (que o diga minha esposa) e é mais do que óbvio que vou influenciá-lo com a própria vida que levo junto a ele. Mas tenham certeza que amaria meu filho sobre qualquer circunstancia; até mesmo se ele se tornasse um “gordo deitão” igual a mim.

- União Homoafetiva

Como crentes somos contra a institucionalização do pecado, mas a favor da santificação do preconceito.

O problema todo é que os religiosos vêem-se como uma classe de pessoas superiores, olhando o mundo de cima para baixo. Homossexuais não são uma classe de pessoas abaixo dos heteros, por isso devem ter os mesmos direitos civis. Para usar um termo mais popular digo que o casamento gay é um direito que o estado dá e que é útil afinal eles precisam apenas de reconhecimento civil de seus direitos, segurança nas questões de herança e direito familiar. É um direito de cidadãos.

- PL122

Até certo momento eu cria ser interessante e somente uma paranóia gospel esse medo e barulho todo em torno dela. Pois é, até então seu maior opositor era o Silas Malafaia com suas contradições; um homem sem moral cristã guiado pela ganância que o fez defensor da moral cristã centralizada no âmbito sexual. Com esse tipo de representante tipificado nos deputados que o povo gospel votou era mais do que claro que essa militância anti-homossexuais, não me chamaria à atenção a não ser que fosse para rir das esperanças despedaçadas, depositadas nos púlpitos que serviram de palanque nas eleições recentes.

Aliás, a PL122 só serviu de chavão político para os dois lados e é o que vejo sobre o dilema e sua votação. Mais briga política sem moral do que qualquer outra coisa que nos leve a querelas morais.

A militância gay me fez repensar algumas coisas. Pois para mim eles se atropelaram em si mesmos e na ânsia de quererem se impor, como fazem os seguidores de Bolsonaro e Malafaia. Ou seja, se querem respeito por que não respeitar antes ou vamos criar uma “guerrinha de direitos”.

Qual é o objetivo de um “beijaço gay” nas escadarias de uma Igreja católica em Florianópolis? Chocar por chocar? Provocar? Promover o quê? Reações? Quais reações?

Nesse caso tenho então que concordar com o Arnaldo Jabor quando ele diz que: "Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal. Eu vou-me embora antes que passe a ser obrigatório."

Não gosto de crentes proselitistas ou simplesmente chatos, eu não gostaria de ver os crentes com cartazes dentro das baladas freqüentadas por gays com cartazes impertinentes e incômodos lançando todos ao inferno.

Enfim, é mais fácil criar uma lei que protege uma minoria do que educar uma maioria. Aliás é mais fácil e mais rápido. Educação leva tempo e dinheiro.

- Kit Gay

Falando em educação eu não gostei dos vídeos que eu vi no “você tuba”. Não educa, impõe. Em minha opinião que para muita gente não vale nada, mas que para alguns sei que vale alguma coisa penso que, seria muito mais educativo se mostrassem testemunho de pessoas que sofreram bullyng ou que simplesmente foram rechaçadas por serem gays.

Investiram três milhões em um material que não será usado. Testemunhos, palestras ou fórum de discussões custariam mais barato e, com efeito, bem melhor.

Contudo, não podemos imputar consciência nas massas através de leis. Podemos apenas pela "força" da lei exigir respeito que no intimo não existe. Ou seja, a PL122 é só uma propaganda eleitoral um meio politicamente correto de não fazer o que realmente deve ser feito.

A relação cotidiana com o diferente foi o maior remédio contra meus preconceitos. Estas leis propõem um escudo e talvez um distanciamento ou um respeito por imposição e não por ação.

É bem fácil amar o que é comum a nós mesmos. Difícil é amar o diferente, o que te agride com indecência de ser ele mesmo. O Amor tudo suporta; até mesmo convicções distintas das nossas.

Não gosto da PL122 por minha própria ideologia política e social e não por que creio que essa lei vai acabar com a família. Por muitos anos a igreja só se preocupou com masturbações alheias, politicagem e apropriação de rendas. Enquanto isso o mundo lá fora piorava. Não creio nessa igreja que agora no último instante pelos holofotes das mídias quer salvar a moral cristã.

O que vou fazer a respeito destas discussões? Vou relaxar e deixar a vida seguir seu curso e mostrar com o tempo onde temos errado como sociedade, igreja e como pessoas. Portanto, se você crê no pecado homossexual não se preocupe as leis do Reino da Graça não são as leis decididas pelo STF.

A única lei do Reino da Graça é o Amor sobre todas as pessoas sem acepções étnicas ou mesmo de orientação sexuais.

11 de jun. de 2010

Quanto vale a Alma do João?

Por Marco Alcantara

Já ouvi muitas vezes que uma alma vale mais que o mundo inteiro, também ouvi muitos “Jesus Te Ama” por ai, mas quanto será que vale a alma do João?

Antes que me responda que não tem preço e que Jesus o quer de qualquer maneira de acordo com o discurso evangelizador padrão, deixe que eu diga quem é o João.

João está preso hoje e só cumprirá alguns anos de reclusão por seus crimes. João sodomizou 17 crianças matou nove e o restante adquiriu o vírus do HIV (AIDS). João também era praticante de alguns atos canibais. Pense algumas crianças nunca se recuperarão dos seus traumas, assim como pais que almejavam um futuro para seus filhos estão agora inconsoláveis.

João é execrável para qualquer pessoa que tenha sangue quente nas veias. Hoje ele é estuprado, agredido e punido constantemente por todos os outros companheiros de presídio. Se isso é a justiça que lhe cabe não sei.

Uma vez João foi entrevistado e o repórter não conseguia esconder sua revolta e até mesmo o nojo perante João. Numa das respostas João disse que quando criança freqüentava uma pequena igreja onde não se via mulheres de roupas justas, homens na maioria de terno e vários outros costumes e tradições que se mantinham. Mas mesmo na igreja ele sentia o desejo por sexo com outros garotos de sua idade. Mas como tinha certeza e como era pregado maciçamente que o sexo era pecado e o não ao sexo era à base de toda santidade que um dia ele poderia sonhar ter ele ficou envergonhado de falar sobre com qualquer membro da igreja.

Ele tinha certeza que toda a sua libido sexual iria passar com o tempo, mas não passou, só cresceu e se deformou.

Ele sabia que se falasse abertamente sobre sexo na igreja logo seria repreendido com um sonoro “isso é pecado”, mas o porquê de ser pecado ele nunca iria saber. Seria igual a uma criança teimosa que somente ouve um não para os dedos que quer colocar na tomada, mas nunca sabe o porquê do não. Nunca saberia se realmente aquilo seria mal para ele ou se existiria um meio termo só sabia que existia um não e aquele não parecia mais um desafio para ser ultrapassado do que uma preocupação verdadeira com ele. O não era uma fronteira assim como o pecado sem por que. Uma fronteira que ele queria ultrapassar para simplesmente saber o que havia do outro lado.

As proibições inexplicáveis tomaram uma forma negativa em sua mente. Ele sabia que se conversasse com quem quer que fosse com certeza fariam com que ele se sentisse pior. Seria condenado a orar como se fosse um castigo dos seus pecados ou por pensar em pecar, seria agressivamente instigado a saber que Jesus o ama que vai limpa-lo, seria orientado a deixar o louvor de sua igreja e todos os cargos que ele cumpria com prazer de servir. Sabia que não seria entendido e se fosse ouvido todo entendimento seria distorcido por mentes puritanas que só faria com que pesasse mais o que lhe atormentava.

João só conhecia um lugar de crime e castigo ou de bondade e recompensa. Sabia que existia um céu para os bons e que os meninos maus iriam para o inferno. Sabia dos apontamentos, sabia de como seria olhado de forma diferente, sabia que a preocupação maior era de ter mais membros, de cantar melhor os hinos, de arrecadar mais dizimos e assim mostrar o crescimento de sua igreja para todo o seu bairro. Mas não sabia como nesse sistema ele cresceria também.

João foi além do desejo viu a fronteira e atravessou foi adiante e viu mais fronteiras atravessou uma por uma só pelo desejo de ver onde iria parar por que nunca soube por que parar.

E depois de toda sua entrevista e de todos os horrores confessos João pergunta:

_ Quanto vale minha alma?

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