11 de ago. de 2011
9 de ago. de 2011
Frases Soltas - C.S. Lewis
27 de jul. de 2011
Morre John Stott
Morre hoje alguém que recentemente aprendi a admirar e a ler.
14 de jul. de 2011
Adoração com Razão e Emoção

Verdade sem emoção produz ortodoxia morta e uma igreja cheia de admiradores artificiais.
Por outro lado, emoção sem verdade produz agitação vazia e cultiva pessoas superficiais que rejeitam a disciplina do raciocínio exato.
A adoração verdadeira, porém, vem de pessoas com emoções profundas, grande amor e doutrina sadia.
Afeições fortes por Deus, arraigadas na verdade, são ossos e medula da adoração bíblica"
4 de jul. de 2011
O Evangelho Maltrapilho
Creio que a Reforma realmente começou no dia em que Martinho Lutero orou sobre o significado das palavras de Paulo em Romanos 1:17: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de “Boa Nova” se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos?
Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus poderia ser acuradamente chamada de “Nova”, já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de “Boa”, com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?
30 de jun. de 2011
17 de jun. de 2011
A Linguagem dos Milagres (Sto Agostinho)
Os milagres realizados por Nosso Senhor Jesus Cristo são obras divinas e convidam o espírito humano a elevar-se das coisas visíveis ao conhecimento de Deus.
E como Deus não é de natureza que possa ser visto pelos olhos do corpo; e como, de outro lado, os milagres que ele realiza ao governar e administrar a Criação, tornaram-se tão comuns pela sua freqüência, que ninguém presta atenção à admirável e espantosa ação de Deus na menor semente, ele reservou-se, em sua misericórdia, a realização de certos fatos, em momentos oportunos, fora do curso habitual da natureza.
Assim os homens passam a ficar admirados, presenciando fatos raros, embora não maiores do que os que se consideraram vulgares, em razão da assiduidade com que se realizam.
Governar todo o mundo é maior maravilha do que saciar cinco mil homens com cinco pães. Todavia, ninguém se admira com aquilo, mas se enche de admiração por isto, não porque seja maior, mas porque não é freqüente.
Quem sustenta ainda hoje o universo inteiro, se não aquele que, a partir de poucas sementes, multiplica as searas? Há aqui uma operação divina. A multiplicação de poucos grãos, de que resulta a produção das searas, é feita pelo mesmo que, nas suas mãos, multiplicou os cinco pães. Nas irão de Cristo estava esse poder.
Os cinco pães eram, de certo modo, sementes que, se não foram lançadas à terra, foram multiplicadas por aquele que fez a terra.
Foi, pois, apresentado aos sentidos um meio de, e elevar o espírito, foi dada aos olhos uma ocasião de se exercitar a inteligência, e de nos fazer contemplar, através de obras visíveis, o Deus invisível.
Mas não é a única coisa que devemos considerar nos milagres de Cristo. Perguntemos aos próprios milagres o que eles nos dizem de Cristo: se soubermos compreendê-los, veremos que eles têm a sua linguagem.
Cristo é o Verbo de Deus, e todo ato realizado pelo Verbo é para nós uma palavra.
Já notamos, pela narração feita no evangelho, a grandeza deste milagre, a multiplicação dos pães. Investiguemos agora a sua profundeza. Não nos deleitemos apenas com a aparência exterior do fato, perscrutemos seu segredo, pois o fato externo tem alguma coisa de íntimo.
Vemos, contemplamos, alguma coisa de grande, de sublime, e de inteiramente divino, pois só Deus o pode realizar, e então, pela consideração da obra, somos levados a louvar o autor. Se víssemos, em qualquer parte, uma carta muito bem escrita, não nos bastaria elogiar o copista que desenhou as letras com tanta beleza e perfeição, mas deveríamos ler o que elas exprimem.
Da mesma forma, quem observa o fato, agrada-se com sua beleza, e admira seu autor; mas quem compreende o sentido faz por assim dizer a sua leitura. Uma coisa é ver uma pintura, contentar-se com ver e louvar esse trabalho já o mesmo não se dá cem uma carta, pois somos convidados a ler o que ela diz.
Quando vês uma carta e não a sabes ler, perguntas: “que está escrito aqui?” já vês algo, e todavia ainda perguntas. E aquele a quem pedes o entendimento do que vês te mostrará algo mais. Ele tem um poder de visão, tu tens outro. Será que não vês como ele os caracteres? E, no entanto, não conheces como ele os sinais. Vês e admiras; ele vê, admira e compreende…
[Via] SURIAN
13 de jun. de 2011
Nova Ordem Espiritual
“Venha o teu Reino”, dirão de boa vontade todos aqueles que anseiam por melhores dias porque sabem que o Reino de Deus significa a hegemonia de valores que estão faltando nos reinos terrenos. Não se trata de uma revolução violenta visando a transformações políticas e transferência de autoridade civil: trata-se de ume mudança profunda no próprio ser do homem, não importando e tipo de governo do país em que mora, visando a uma transferência de autoridade
moral.
Cada pessoa que faz esta oração tem de sentir que é preciso começar por ela mesma para conseguir qualquer coisa. Mais justiça, mais paz, maior elevação moral, tudo depende de cada um.
“A sede do Reino a que se refere Jesus é o coração: “…Interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus respondeu-lhes Jesus dizendo: “O Reino de Deus não vem com aparência exterior. Nem dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo ali: porque eis que o Reino de Deus está dentro de vós”. (Lc 17:20-21).
O Reino de Deus é, pois, alguma coisa que transcende as limitações de tempo e espaço.
No sermão que o Mestre proferiu sobre o Reino de Deus, conhecido como o Sermão do Monte, o centro em torno do qual giravam as idéias pregadas era: “Buscai primeiramente o Reino de Deus e a sua justiça e todas as demais cousas vos serão acrescentadas”.
Nesse sermão aparecem as características daqueles que fazem parte do Reino que Jesus veio implantar aqui na terra. Estão enumeradas nas famosas bem-aventuranças: a humildade, a aspiração da justiça, a misericórdia, a pureza de coração, o ânimo pacífico.
Os direitos de cidadania nesse Reino são adquiridos mediante um processo muito simples que, entretanto, nenhum dinheiro pode comprar: o novo nascimento. Para encontrar a vida eterna — o prêmio natural da entrada no Reino — “é necessário nascer de novo”, disse Jesus.
Cousa muito diferente de simplesmente repetir de vez em quando “Venha o teu Reino” é viver de conformidade com essa aspiração, ser cooperador de Deus, como dizia o apóstolo São Paulo.
Oxalá o leitor forme no número daqueles que cooperam com o Reino de Deus para o estabelecimento de uma era de paz e felicidade, quando os homens se sentirão todos irmãos, porque terão a Deus como o Pai Celestial, e o seu mais espontâneo impulso será harmonizar as duas vontades, a divina e a humana, com a primeira por padrão.
8 de jun. de 2011
Jesus: Deus, Mentiroso ou Lunático - Cristianismo Puro e Simples - C.S Lewis
Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia.
Entre seus clássicos se encontram:
- Cristianismo Puro e Simples
- O Problema do Mal
- Cartas do Inferno
- Os Quatro Amores
- Surpreendido pela Alegria (Autobiografia)
Foram vendidas mais de 200 milhões de cópias dos 38 livros escritos por Lewis, os quais foram traduzidos para mais de 30 línguas, incluindo a série completa de Nárnia para a língua Russa. Entre 1996 e 1998, quando foi celebrado o seu centenário, foram escritos cerca de 50 novos livros sobre sua vida e seus trabalhos, completando mais de 150 livros desde o primeiro, escrito em 1949 por Chad Walsh: "C. S. Lewis: O Apóstolo dos Céticos". É respeitado até pelos que não concordam com a sua abordagem, inclusive dando nome a um asteróide denominado 7644 Cslewis descoberto em 4 de novembro de 1988 por Antonín Mrkos.
Fonte (Wiki)
6 de jun. de 2011
Ama, e Fazes o que Quiseres
Meu estilo de vida cristã segue o preceito agostiniano: "Ama, e fazes o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.”
Os mandamentos da Lei de Deus são os espelhos que desvendam nossa imundície, que propriamente não obrigam os homens a se limparem, mas delineiam a maneira como se deve viver de amor. Ou seja, somente com o dom do amor poderemos cumprir integralmente a Lei.
Cada um tem a liberdade de aplicar a lei do amor às situações precisas e sucessivas de sua vida; com toda a liberdade, decida cada homem como há de praticar o amor; apenas toca-lhe o dever de auxiliar, preservar sempre a decência humana em cada uma de suas escolhas.
Talvez seja este meu estilo “amar e fazer o que quero” e ai que vejo a liberdade que existe através da graça proposta e não imposta por Cristo.
Existe em Cristo a proposta, o convite a amar e ser autêntico. Não existe obrigatoriedade em amar, mas no amor existe o “cuidar”, o zelo e a “responsabilidade por aqueles que você cativa”. E contra isso não há lei, morte, julgo, liturgia, dogma e religião que resista.
Individualmente somos todos semelhantes e nos diferenciamos na mais autêntica procedência que é o amor. Um grande fato é que podemos realizar várias coisas de boa aparência, mas que só refletem o nosso egoísmo de amarmos pelo politicamente correto e não por procedência da raiz do amor.
Contudo, Ame e não te ame no outro ou em suas próprias realizações.
Amar e fazer o que se quer, é a mais pura liberdade de um evangelho dinâmico onde nossos relacionamentos nos impulsionam a uma constante vontade de sermos o que realmente fomos chamados a ser ( irmãos).
Amar e fazer o que se quer é aquela liberdade extremamente recusada por nós; por que temos medo. Liberdade exige responsabilidade com o próximo e consigo mesmo.
Por fim, quem ama verdadeiramente, apenas é capaz de praticar o bem.
A raiz do cristianismo está nesta afirmação do apostolo João "Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele."
Nesta ocasião, encontra-se a forma cristã de Deus e a conseqüente representação do homem e do que precisa ser a sua atitude e obra.
Num tempo em que o nome de Deus anda às vezes associado à vingança e até ao "dever do ódio e da violência", esta é uma mensagem fundamental.
3 de jun. de 2011
Pequeno Tratado das Grandes Virtudes
Para isto, talvez: tentar compreender o que deveríamos fazer, ou ser, ou viver, e medir com isso, pelomenos intelectualmente, o caminho que daí nos separa. Tarefa modesta, tarefainsuficiente, mas necessária.
Os filósofos são alunos (só os sábios são mestres), e alunos precisam de livros; é por isso que eles às vezes escrevem livros, quando os que têm à mão não os satisfazem ou sufocam. Ora, que livro é mais urgente, para cada um de nós, do que um tratado de moral? E o que é mais digno de interesse, na moral, do que as virtudes?
Assim como Spinoza, não creio haver utilidade em denunciar os vícios, o mal, o pecado. Para que sempre acusar, sempre denunciar?
É a moral dos tristes, e uma triste moral. Quanto ao bem, ele só existe na pluralidade irredutível das boas ações, que excedem todos os livros, e das boas disposições, também elas plurais, mas sem dúvida menos numerosas, que a tradição designa pelo nome de virtudes, isto é (este é o sentido em grego da palavra arete, que os latinos traduziram por virtus), de excelências. O que é uma virtude?
É uma força que age, ou que pode agir. Assim a virtude de uma planta e de um remédio, que é tratar, de uma faca, que é cortar, ou de um homem, que é querer e agir humanamente. Esses exemplos, que vêm dos gregos, dizem suficientemente o essencial: virtude é poder, mas poder específico.
A virtude do heléboro não é a da cicuta, a virtude da faca não é a da enxada, a virtude do homem não é a do tigre ou da cobra.
A virtude de um ser é o que constitui seu valor, em outras palavras, sua excelência própria: a boa faca é a que corta bem, o bom remédio é o que cura bem, o bom veneno é o que mata bem...
Pequeno tratado das grandes virtudes. pág 4. Sponville
Argumentações de Brejeiro ante ao Ceticismo Aberto

Bem, considerem-se ao redor da fogueira experimentando um guisado de enguias com batatas. A paisagem ao lado é a charneca de Etin ao norte de Nárnia e essa cabana simples pertence ao nosso ilustre personagem: O Brejeiro.
Brejeiro é um personagem do livro “A Cadeira de Prata” de C.S. Lewis, a 6° Crônica de Nárnia. Meu fascínio por esse personagem começou com a primeira leitura que fiz deste livro, logo ele se tornou indiscutivelmente meu personagem favorito de todas as Crônicas. Uma identificação se tornou latente entre a minha personalidade e o peculiar personagem.
As situações que o paulama – nome da espécie a qual Brejeiro pertence – enfrentou durante sua “jornada do herói” eram quase que as mesmas situações que eu tenho de enfrentar em minha “jornada Cristã”. E a maneira como Brejeiro enfrenta essas situações adversas é a mais pessimista (ou realista, como eu prefiro) que se possa imaginar, e por conseqüências o mais cômico possível também.
O ápice desses embates que Brejeiro enfrenta é a discussão final com a Feiticeira Verde. Era incrível a que ponto a genialidade de Lewis poderia chegar, algo que aconteceu comigo por quase todos os dias em que estive na faculdade estava acontecendo alí nas paginas de um livro que “tecnicamente” era para crianças. Obviamente que a questão que era travada por Brejeiro e a Feiticeira Verdade antes de falar a mim, havia martelado na mente do próprio Lewis mais de meio século antes de martelar em minha mente. A questão dizia respeito ao Ceticismo.
Inteiro vocês da questão. O que se passa no momento da história é resumidamente o seguinte: As crianças Jill e Eustaquio estão juntamente com Brejeiro numa jornada em busca de um príncipe a muito perdido. Eles chegam então após muitos perigos a um reino subterrâneo onde os seres lá viventes são monótonos e praticamente não esboçam nenhum traço de alegria. As crianças e o paulama encontram o príncipe e o libertam de um terrível feitiço posto pela rainha daquele mundo, a Feiticeira Verde.
O que é mais interessante de se notar é que o feitiço dessa rainha é mais que algum componente mágico maléfico, seu principio ativo é o Ceticismo.
Mesmo depois de já terem ajudado príncipe Rilian a se libertar da mentira que o cativava na cadeira de prata e de todos saberem de sua maldade e sagacidade a Feiticeira Verde tenta novamente enfeitiçar Rilian e conseqüentemente Jill, Eustaquio e Brejeiro.
Com a ajuda de um pó mágico verde que subia da fogueira que inebriava os presentes no salão e tocando uma musica monótona em um bandolim – que também atrapalhava o raciocínio – a Feiticeira persuade seus alvos de que nada existe além do mundo triste e escuro que ela governa. As tentativas das crianças de dizerem que já estiveram no outro mundo, onde havia sol, florestas e céu azul eram taxativamente rechaçadas pela Feiticeira que acusava as crianças de estarem sonhando acordados, ao mesmo tempo que, dizia que imaginar esse tipo de coisa era para crianças pequenas e que eles já eram “grandinhos” demais para crerem nesse tipo de bobagem.
Quando as crianças citavam o sol, a Feiticeira as acusava de devaneios, pois elas apenas estavam vendo o lustre e imaginando por conseqüência um lustre gigantesco que iluminasse todo o céu, por conseqüência esse lustre não poderia existir pois seria apenas um aumentativo imaginário de um pequeno lustre que realmente existia.
As crianças caíram no feitiço e logo concordavam com a bruxa que na realidade não existia um outro mundo e não havia sol, pois o conceito de sol não passava de um sonho a respeito da lâmpada no teto do castelo, que realmente existia. É interessante como nesse ponto Lewis diz que era um “alívio” para as crianças e para Rilian admitir que o sol não existia e por conseqüência concordar com a bruxa. Nesse “alívio” temos claramente a experiência de Lewis quando no auge de sua juventude se sentiu aliviado ao se declarar Ateu, obviamente o “alívio” vem do fato de que ceder ao feitiço do ceticismo dê um aparente “descanso” a mente que se encontra conflitante, porém é mais claro ainda como essa desistência e esse “alivio” tem um preço caro a ser pago adiante.
Eustaquio cita então num ultimo esboço de sanidade Aslam, o Leão que no mundo de Narina é a figura da Divindade Messiânica, o mesmo argumento do sol é usado de novo pela bruxa que diz que o leão não passa de um gato visto pelos garotos em seu “mundo real” e potencializado em leão pelas crianças em um “mundo imaginário”. Dessa forma as crianças e Rilian cedem totalmente ao feitiço do ceticismo e já parecem não mais crer em coisas que um dia foram tão reais em suas próprias experiências de vida. Este é o poder do ceticismo na vida do cristão, ele pode ludibriar nossa mente cauterizando nossa consciência a ponto de negarmos nossas próprias experiências pessoais com Deus. As crianças negaram um mundo do qual elas mesmas pessoalmente haviam feito parte.
A Feiticeira Verde só não contava com o pessimista Brejeiro. Pessoas pessimistas, quase sempre, estão prontas para qualquer situação. Brejeiro toma uma atitude radical quanto ao feitiço ele apaga com os próprios pés o fogo da lareira que espalhava o doce cheiro enebriante, o feitiço perde então a sua força, ao passo que, a terrível dor da queimadura acomete os pés de Brejeiro, porém é essa dor que esclarece seus pensamentos. Quando decide abandonar o ceticismo o homem se submete a uma terrível dor, a de ter certeza de que terá de dar conta de seus atos perante uma força superior, a consciência desse fato retira o homem de sua conduta errante e ausente de sentido e o conclama a uma mudança de vida radical, mas é justamente o temor da descoberta da eternidade que leva a mente do homem a se desvencilhar de todos os feitiços.
Assim, diante de uma Feiticeira desesperada por ter de encarar um ser sóbrio, Brejeiro começa o seu argumento:
“– Uma palavrinha, dona – disse ele, mancando de dor –, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade. Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível. Não vou negar nada do que a senhora disse. Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada. Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo – árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um Nárniano mesmo que Nárnia não exista. Assim agradeço sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz.”
Dessa maneira Brejeiro destrói o feitiço cético e a bela Feiticeira e Rainha Verde se mostra a serpente sagaz que na verdade sempre foi. Em sua forma real ela acaba por ser finalmente morta. Assim C.S. Lewis através de seu personagem Brejeiro nos apresenta um argumento cabal contra toda a contestação cética que o Cristão verdadeiro encontra por onde quer que passe. A maioria esmagadora dos ateus pensa que o Cristão segue as leis divinas e os preceitos bíblicos simplesmente por temer o inferno. Vários textos bíblicos e o argumento do Brejeiro provam justamente o contrario: o Cristão Verdadeiro tem prazer na Lei de Deus. Não a segue por um temor. A praticaria mesmo se Deus fosse um sonho. Note que Brejeiro é o único que não deixa de crer na existência do mundo de cima hora alguma, porém ao argumentar ele se da o direito de supor a inexistência desse mundo e de Aslam, o que para ele é um absurdo, mas ele compreende que para argumentar contra o cético essa concessão passageira deve ser feita, pois só dessa maneira o cético será destituído de todo seu argumento. O que o ateu argumentará após declararmos que vivemos uma vida baseada em princípios Cristãos não por um medo de punição mas sim pelo prazer em viver dessa maneira? Mais complicada ainda fica a situação do ateu quando dizemos a ele que o “mundo real” dele não basta para nós, pois firmados nos princípios bíblicos nos tornamos maiores que este mundo, pois aquele que esta em nós já venceu este mundo. O mundo em que cremos e que para o ateu não passa de imaginação da de dez a zero no “mundo real” ao qual o ateu se prende quando cria artifícios, os mais diversos possíveis, para se esconder perante a realidade eminente da existência das coisas espirituais.
Estamos dispostos a trilhar por esse mundo de trevas, trilhar no caminho que leva ao Mundo de Cima, pois negar os “prazeres” desse “lugar tão chato” não é para nós prejuízo algum.
30 de mai. de 2011
Porque vocês, remidos, não parecem remidos
A Fim de que o Amor Encontre uma Base
ELE [o Inimigo] visa a uma contradição. Alega que as coisas sejam múltiplas, ainda que, de uma forma ou de outra, também sejam uma só.
O bem de alguém deve ser o bem de outro.
Ele chama de amor essa coisa francamente impossível de acontecer, essa mesma panacéia tediosa que se pode detectar em tudo que ele faz e, até mesmo, em tudo o que ele é – ou reivindica ser.
Portanto, o Inimigo não se contenta em ser uma simples unidade aritmética absoluta em si mesmo; ele reivindica ser um, e ao mesmo tempo, três, a fim de que essa bobagem sobre amor possa encontrar fundamento em sua própria natureza.
No entanto, ele apresenta em matéria aquela invenção obscena que é o organismo, em que as partes são pervertidas do seu destino natural de competição e feitas para cooperar.
O real motivo do Inimigo para se fixar no sexo como o método de reprodução entre os seres humanos é óbvio demais a partir do uso que ele lhe deu. O sexo bem que podia ter se tornado algo bastante inocente do nosso ponto de vista. Bem que podia ter se tornado uma maneira a mais, pela qual uma personalidade mais forte fizesse uma mais fraca de presa – do jeitinho que as coisas funcionam entre as aranhas: a noiva conclui as suas núpcias devorando o noivo.
Mas no caso dos seres humanos, o Inimigo teve gratuitamente associou a afeição entre as partes ao desejo sexual. Ele também fez os descendentes dependerem dos pais e deu aos pais a força de suportá-los – produzindo assim a Família, que é como um organismo, só que bem pior; porque os seus membros são mais distintos, ainda que unidos da forma mais consciente e responsável. Tudo isso, com efeito, constitui-se em simples expediente para que se efetivem as impulsões do amor.
– de The Screwtape Letters [Cartas do Diabo a seu Aprendiz] 1932 Lewis começa a escrever The Pilgrim’s Regress [O Regresso do Peregrino].
Retirado de Um Ano com C. S. Lewis ( Editora Ultimato, 2005)
16 de mai. de 2011
Descobrindo Deus - Philip Yancey

"de manhã? Não, não, normalmente toca de noite. Vamos ver, ontem. Ah, sim. Uma mãe com a qual tenho trabalhado me ligou ontem por volta da hora do jantar. Fui para lá na hora e a encontrei no meio do assoalho, com o rosto todo machucado. O marido tinha batido nela de novo. Havia uma garrafa grande com remédios vendidos somente com prescrição ao lado dela no chão, e ela me disse que tinha lutado o dia inteiro para não tomá-los. Duas crianças estavam berrando a plenos pulmões no quarto ao lado. Tinha trazido algumas coisas para comer, então fizemos o jantar, acalmamos as crianças e passamos as duas horas seguintes limpando a casa juntas. Depois disso, estávamos cantando hinos juntas enquanto fazíamos a limpeza.
"Quando cheguei em casa, a canseira baixou. Recebi outro telefonema por volta de meia-noite. Três velhinhas tinham sido trancadas numa casa durante três dias, sem comida. Minha primeira reação foi 'Senhor, estou cansada. Quero ir para a cama'. Mas Jesus disse para amarmos o próximo como a nós mesmos, e se fosse a minha mãe naquele apartamento, eu gostaria que alguém a alimentasse. E então fui direto para a loja...
"Elas moravam no terceiro andar. Levar as compras até o segundo andar me deixou exausta. Mas em algum ponto da escadaria do terceiro andar, foi como se Deus me desse uma injeção de B-12. Entrei e passei três horas com aquelas adoráveis senhoras. Fizemos um banquete no meio da noite. Fiquei tão animada que mal consegui dormir quando cheguei em casa."
E quanto à exaustão? "Bem, com certeza fico cansada, e quando a coisa fica feia eu vou para uma fazenda no norte da Geórgia por uma semana e pouco. Mas Jesus disse para buscarmos primeiro o reino de Deus, e que todas essas coisas nos seriam acrescentadas. E quer saber de uma coisa? Isso é verdade. As vezes acontecem algumas coisas que desencorajam. No ano passado minha casa foi arrombada três vezes. Normalmente sei quem foi — moleques atrás de dinheiro para as drogas. Da última vez foram dois moleques que durante anos eu tentava ajudar. Descobri onde eles estavam, disse-lhes que obviamente não daria queixa e perguntei se poderia orar com eles. Então o melhor de tudo aconteceu. Ouvi da mãe de um moleque que seu filho tinha dito a ela: À dona Adamson deixa a gente intrigado. Eu arrombo a casa dela e ela vem prá gente com um carregamento de comida e uma Bíblia. Isso me incomoda'. Agora, isso não é formidável? Se ele tivesse ido para a prisão, ele sairia de lá tão enlouquecido que nunca conseguiria alcançá-lo para Jesus. Agora ele não consegue tirar Jesus da cabeça!"
Descobrindo Deus - Philip Yancey
pág: 73/74
10 de mai. de 2011
Celebrando a Graça Criacional da Arte
Hans Rookmaaker: Celebrando a Graça Criacional da ArteDr. Taylor Worley é Professor Adjunto de Pensamento e Tradição Cristãos e Reitor Adjunto para Vida Espiritual na Union University.
Francis Schaeffer talvez seja o nome mais comumente associado com a tradição neocalvinista e o engajamento cultural. Mas o comentário de Schaeffer sobre arte e cultura jamais teria alcançado o nível de influência ou respeito que alcançou sem a inestimável percepção artístico-histórica-cultural e a amizade de Hans Rookmaaker. Além de ter sido um contínuo recurso para o movimento L’Abri, Rookmaaker se mostrou indispensável para o mais amplo projeto de engajamento do cristianismo com os corações. Seu treinamento como historiador de arte e a rigorosa percepção de seu trabalho conferiram credibilidade ao projeto de Schaeffer, o qual teria sido prejudicado grandemente sem ele. Essa influência continua até hoje através do impacto de seu livro A Arte Moderna e a Morte de uma Cultura, uma obra altamente influente e bem-sucedida em termos de vendas e que tem sido um guia por gerações.
Nesse livro, Rookmaaker faz uma corajosa afirmação da arte como parte integral da criação de Deus. Seguindo as vozes seminais do pensamento neocalvinista, ele reconhece que Deus governa e sustenta toda a criação através de ordenanças divinas; ele afirma que cada esfera da vida tem seu próprio conjunto de ordenanças e possui uma soberania que não deve ser violada pela soberania de outra esfera. Devido a essa graça criacional, Rookmaaker insistia que “a arte não precisa de justificativa.”
Assim, a arte deve abrir os olhos das pessoas, ou servir como decoração, ou louvor, ou ter uma função social, ou expressar uma filosofia em particular. A arte não precisa de desculpas. Ela possui seu próprio significado que não precisa ser explicado, assim como o casamento ou o próprio ser humano, ou a existência de um pássaro ou flor ou montanha ou mar ou estrela. Todos eles detém um significado porque Deus os criou. Seu significado é que foram criados por Deus e são por Ele sustentados. Assim, a arte tem sentido como arte porque Deus considerou bom dar arte e beleza à humanidade. [1]
A celebração da graça criacional da arte por Rookmaaker deriva de sua alegria, não de seu desprezo, pelos detalhes artístico-históricos de uma obra. Dessa forma, ele representa uma voz singular no importante diálogo entre o cristianismo e as artes. De maneira específica, sua fé na graça criacional da arte significou muito para gerações inteiras de cristãos em busca de um valor fundamental com o qual embasar seu apreço pelas artes.
Juntamente com outra linha dominante da reflexão cristã sobre a arte moderna, a natureza distinta da abordagem de Rookmaaker entra em foco. Paul Tillich e outros importantes herdeiros de seu legado também deram atenção a figuras-chaves na arte moderna, mas sua abordagem dessas obras demonstra uma perspectiva muito diferente da de Rookmaaker. Na abordagem da Tillich à uma teologia da cultura, o “método de correlação” busca identificar os impulsos religiosos de uma forma de cultura e abordar esses impulsos em seus próprios termos. Infelizmente, essa abordagem frequentemente resultou na embaraçosa prática de Tillich de incluir suas visões existencialistas em uma obra de arte, como no caso de seus comentários sobre Guernica de Picasso.[2] Se por um lado Tillich buscou estabelecer um suposto espaço neutro para a consideração das obras de arte, a visão de Rookmaaker não tinha lugar para essas ilusões. Seu profundo compromisso com a graça criacional da arte significava que Rookmaaker jamais poderia divorciar a apreciação estética de uma obra da sua afirmação básica ou negação da glória de Deus na criação. Enquanto esse compromisso na maioria das vezes gerava uma tendência em Schaeffer à pronta crítica de obras de arte não-cristãs, a profunda apreciação de Rookmaaker pela arte de obras claramente antagônicas ao cristianismo serviam como um corretivo sutil à atitude áspera de seus colegas. Mesmo em A Arte Moderna e a Morte de uma Cultura, ele consegue discutir obras de valor religioso conflitantes com impressionante mutualidade.
Dessa forma, Rookmaaker foi prova viva – um exemplo muito presente – do que o neocalvinismo buscava na nova geração, notadamente, um cristão que desejasse tanto pensar rigorosamente quanto cristãmente sobre o campo primário da cultura em que viviam. Seus interesses e obra se expandiram além da arte visual para várias outras esferas culturais; isso é bem representado na maravilhosa edição de seis volumes de sua obra completa, compilada por sua filha Marleen Hengelaar-Rookmaaker. [3] Seu exemplo preparou o caminho para essa próxima geração: Calvin Seerveld, Nicholas Wolterstorff, William Dyrness, Adrienne Chaplin, Jeremy Begbie, Makoto Fujimara e Daniel Siedell – junto com as importantes vozes que escrevem essa série de artigos online – de alguma forma reconhecem a influência generativa que Rookmaaker teve sobre suas carreiras no engajamento cristão com os corações.
De muitas maneiras, o legado de qualquer pensador pode ser medido pelas opções que essa pessoa oferece àqueles que virão depois, e muitas avenidas de exploração reflexiva nas artes foram abertas para nós através do trabalho de Hans Rookmaaker.
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[1] H. R. Rookmaaker, Modern Art and the Death of a Culture, 2nd ed. (Londres: Inter-Varsity Press, 1973), 229-30.
[2] Cf. “Masterpieces of Religious Art” in Paul Tillich, Jane Dillenberger, e John Dillenberger, On Art and Architecture (Nova Iorque: Crossroad, 1987), 233.
[3] Hans R. Rookmaaker e Marleen Hengelaar-Rookmaaker ed., The Complete Works of Hans Rookmaaker, 6 Vols. (Carlisle: Piquant, 2002)
Traduzido a partir do original em inglês por Fernando Guarany Jr [Coordenador de Traduções e Membro da L'Abrarte] .
5 de mai. de 2011
Pais Terceirizados
O que deveria ser um apoio para os pais na formação do ser humano acabou tomando o lugar deles, veja só:
A educação, tanto acadêmica como a formação ética e moral, foi passada para as escolas. Nas reuniões de pais, as escolas andam pedindo a ajuda destes para que os alunos cumpram com seus compromissos escolares, respeitem os colegas e funcionários... e os pais respondem com um pedido de socorro:
“Eu não sei mais o que fazer com este menino, façam o que quiserem!”
Ao ser chamada na escola do seu filho pela quarta vez, uma mãe alegou que não tinha tempo para o filho porque estava trabalhando muito para lhe proporcionar uma vida melhor.
Os cuidados diários foram transferidos para os irmãos mais velhos, tios, e até para os vizinhos, que dão uma “olhadinha” na criança de vez em quando. Sozinhas em casa muitas se sentem inseguras e abandonadas. Soube de uma mulher que foi para os Estados Unidos e deixou a filha de quatro anos com o pai. A criança disse que a mãe foi ganhar dinheiro e vai mandar um celular para ela. Parece que a filha aprendeu rápido a lição que a mãe lhe ensinou: coisas valem mais que pessoas.
A educação moral e cristã já virou função da igreja. Pais cristãos levam as crianças para as classes bíblicas a fim de descansarem de mais essa responsabilidade.
Todos esses serviços e pessoas podem representar ajudas preciosas e têm seu papel na formação das personalidades, mas nunca deveriam tomar o lugar que cabe aos pais.
A falta de tempo nos levou a isso...
A psicóloga Lídia Weber, em entrevista à revista Veja do dia 02/06/04, disse: “Educação é trabalho. Se você tem um relatório para entregar no dia seguinte, vira a noite mas o faz. Por que muitas pessoas não têm esse empenho quando se trata de educar suas crianças?”
Realmente nossos valores estão se invertendo. Hoje o que vale é ter mais, e nem tanto ser mais. Precisamos entrar em estado de alerta!
Conheço também mães e pais que, apesar de precisarem realmente passar boa parte do tempo trabalhando, sabem como investir nos filhos um tempo de qualidade. Têm conhecimento de onde eles estão, com quem andam, como estão indo na escola, o que lhes dá alegria, o que lhes entristece; enfim, conhecem seus filhos. Amam, disciplinam, sabem dar os limites necessários. Quando têm dúvidas, procuram ajuda com pessoas e literaturas adequadas, sem, no entanto, transferirem a terceiros a missão de educar seus herdeiros.
O que seu filho mais precisa é de você. Não dá para ser pai e mãe por correspondência ou só por telefone. Educar é relacionar. Relacionar requer tempo, energia, paciência, negação de si mesmo. E, por outro lado, produz caráter, alegria, equilíbrio, saúde, felicidade.
Não dá para terceirizar a responsabilidade da educação dos filhos, pois foi o próprio Deus que a delegou aos pais:
“Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.” (Deuteronômios 6.6,7 – NVI.)
“Pais, não irritem seus filhos, antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.” (Efésios 6.4 – NVI.)
Nada é mais importante que a educação dos seus filhos! Nem carreira, nem bens materiais, nem a pia sempre limpa. Crianças precisam de pais que as amem o suficiente para investir tempo nelas, amá-las e dar-lhes limites e liberdade na dose certa para serem felizes.
Que Deus lhe dê amor, sabedoria e coragem para educar seus filhos como eles precisam ser educados. Invista neles. É sua missão e vale a pena!
30 de ago. de 2010
As Crônicas de Nárnia [ A Última Batalha ]

"Diga-nos quem é e o aconteceu com você", pergunta Jill, um humano 'salvo' que se reuniu com o rei Pedro, o rei Edmundo e a rainha Lúcia. Assim, Emeth inicia sua longa história: "... sempre, desde que era um menino, tenho servido a Tash, e meu grande desejo era conhecê-lo mais e mais... Mas o nome de Aslam eram odioso para mim." Ele então descreve os eventos da batalha final entre as forças do mal de Tash e os seguidores fiéis de Aslam. Finalmente, ele compartilha sua surpresa ao se encontrar no novo mundo — face a face com Aslam:
"O Glorioso abaixou sua cabeça dourada e tocou minha fronte com sua língua e disse: 'Filho, você é bem-vindo.' Mas eu disse: 'Desculpe-me, Senhor, não sou seu filho, sirvo a Tash.' Ele respondeu: 'Filho, todo o serviço que você fez a Tash, conto como um serviço feito a mim...'
"Superei meu temor e questionei o Glorioso dizendo: 'Senhor, é então verdade... que o senhor e Tash são um?'
'O leão rugiu para que a terra tremesse (mas sua ira não era contra mim) e disse: 'É falso. Não por que ele e eu somos um, mas por que nós somos opostos, tomo para mim os serviços que você fez para ele. Por que eu e ele somos de tipos tão diferentes que nenhum serviço que é vil pode ser feito por mim, e nenhum que não é vil pode ser feito por ele. Portanto, se qualquer homem jurar por Tash e mantiver seu juramento, é por mim que ele verdadeiramente jurou, embora não saiba disso, e sou eu quem o recompenso.'
"Mas eu também disse: 'Mas eu tenho buscado Tash durante todos os meus dias.'
'Amado, disse o Glorioso, a não ser que o seu desejo tenha sido por mim, você não teria buscado por tanto tempo e de forma tão verdadeira. Porque todos encontram aquilo que verdadeiramente procuram."


